
Assessoria
Cerca de 400 trabalhadores e trabalhadoras rurais ocuparam, na manhã desta terça-feira, a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Maceió, dando início à Jornada de Lutas em Defesa da Reforma Agrária em Alagoas. A mobilização denuncia a falta de avanços nas políticas voltadas para acampamentos e assentamentos no estado.
De acordo com o coordenador nacional do MST, Renildo Gomes, a ação busca retomar o diálogo com o órgão federal. “Por mais uma vez voltamos ao Incra para relembrar à superintendência deste órgão em Alagoas as demandas dos acampamentos e assentamentos da Reforma Agrária. Nosso objetivo é reapresentar pautas já conhecidas para que algum avanço seja sinalizado”, afirmou.
Entre as principais reivindicações estão melhorias na infraestrutura dos assentamentos, incentivo à produção de alimentos e soluções para áreas atualmente sob risco de despejo. Segundo o dirigente, a lentidão na resolução dessas demandas se arrasta há anos.
“Nossas reivindicações tratam de necessidades básicas para o desenvolvimento do campo em Alagoas, com gente produzindo alimentos saudáveis e vivendo com dignidade”, completou Gomes.
Além do MST, participam da mobilização entidades como a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Frente Nacional de Luta (FNL), Movimento Popular de Luta (MPL), Movimento Social de Luta (MSL), Movimento Via do Trabalho (MVT) e Movimento Terra Livre.
Os manifestantes montaram acampamento dentro da sede do Incra e afirmam que permanecerão no local até que haja encaminhamento das demandas. Para Marcos Marron, da coordenação da FNL, a situação no estado é crítica. “Vivemos uma situação extremamente delicada em Alagoas, com um superintendente que permanece desde a gestão Bolsonaro. Uma vergonha para o estado e para o país”, declarou.
A mobilização integra a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, que também marca os 30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em 1996, no Pará. Na ocasião, 21 trabalhadores rurais foram mortos durante uma ação da Polícia Militar, no episódio que se tornou símbolo internacional da luta camponesa, lembrado anualmente em 17 de abril.







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