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Terreiro sem nome

por | 23 jun, 2021

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Texto de Mácleim Carneiro

Quando eu escrevia para o jornal Gazeta de Alagoas, não hesitei ao convidar o Castor Daudt para opinar sobre o disco da banda Necro. Não me sentia confortável em arriscar uma vírgula sequer, pela provável impossibilidade de agregar algum valor crítico.

A questão se repetiu, porém, por um viés absolutamente ético. Não tinha o distanciamento suficiente para resenhar um disco que tem duas composições minhas, além de um texto de apresentação do artista.

Portanto, foi com imenso prazer que convidei o músico, compositor e produtor musical Felix Baigon, pois sabia que ele desempenharia essa tarefa muitíssimo bem, pela sua experiência e competência inquestionáveis. E ele escreveu:

“Maceió, Outubro de 1966. Quando criancinha eu costumava espiar a roda de samba que acontecia aos domingos na Escola de Samba Unidos do Poço. Eu, do alto dos meus 10, 12 anos, dava um jeito de sair de fininho dos olhares familiares e em minutos estava ali do lado dos meus heróis.

Os caras mandavam ver nos clássicos da MPB. Iam de Pixinguinha a Nelson Gonçalves, passando pelos melhores choros do Jacob, K-Ximbinho e outros.

Maceió, Junho de 2018. Recebo a importante tarefa de resenhar o CD Meu Jeito de Samba, projeto do médico, músico e compositor Zé Miltons. Na primeira audição, a instrumentação de meia parte do disco me remete ao que vivencie.

No +, MÚSICABOAEMSUAVIDA! 🎶🎶🎶

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