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Deputado alerta para crise de saúde mental na PM: “temos muitos policiais adoecidos”

por | 22 jun, 2025

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O deputado Cabo Bebeto | Ascom ALE

Do alto do segundo mandato, o deputado estadual Cabo Bebeto (PL) é uma das vozes que apontam para desgaste emocional e psicológico dos profissionais da segurança pública. “Há muitos policiais adoecidos com problemas psicológicos, psiquiátricos, na Polícia Militar de Alagoas”, diz o parlamentar, que exerceu atividade policial por 16 anos.

Mesmo ressaltando que não dispõe de estatísticas, mas sustentando as afirmações na sua própria experiência, Cabo Bebeto foi mais longe, afirmando que há policiais adoecidos por força da própria atividade, mas muitos em razão de problemas relacionados a alcoolismo, violência doméstica, abusos, endividamento, perseguição.

O parlamentar entende que a categoria carece de apoio nas crises, mas principalmente de ações preventivas, diante de uma rotina altamente estressante, que é o trabalho na segurança. “De 98 pra cá, os concursos melhoraram bastante o nível de escolaridade na Polícia Militar. Então, questões como falta de reconhecimento, rigidez, hostilidade social, falta de progressão na carreira, salários, ganharam peso e são manifestas”, ilustra Bebeto.

Cabo Bebeto é ex-militar | Reprodução

Para ele, soluções em curto prazo passam pela contratação de profissionais de saúde mental e o pleno funcionamento do Complexo Hospitalar da PM. No longo prazo, o deputado aponta a necessidade de legislação que promova mudanças em regimentos e regulamentos da instituição.

“É uma necessidade imposta pela sociedade atual”, disse Bebeto, ressaltando que tais medidas podem ser efetivadas pelo governo do Estado. O parlamentar defende que o Estado priorize a saúde mental dos policiais alagoanos, militares e civis.

“A Polícia Militar de Alagoas tem avanços, sim. Muita coisa melhorou na corporação. Mas, infelizmente, ainda temos problemas, muitos e sérios. A violência contra familiares, a autoagressão, os surtos, resultam desses diversos problemas, entre estes a carga horária excessiva, turnos irregulares, baixa remuneração”, aponta o parlamentar.

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