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Famílias atingidas pela Braskem não têm onde enterrar mortos

por | 25 out, 2022

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Cemitério Santo Antônio é localizado no bairro de Bebedouro | Pei Fon/Secom Maceió

O Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB), formado por moradores e comerciantes das áreas atingidas pela mineração de sal-gema, denuncia que as famílias que possuíam jazigos no Cemitério Santo Antônio, em Bebedouro, estão sem ter onde enterrar seus mortos.

O local foi interditado há 2 anos devido ao afundamento do solo provocado pela Braskem e até hoje não houve uma definição sobre as ações referentes ao cemitério. “As famílias que possuem jazigo foram lesadas pela Braskem pois perderam o espaço a que tinham direito de sepultarem seus mortos e estão tendo que passar pelo constrangimento de não ter onde fazer o sepultamento. Esta situação está insustentável!!”, denuncia postagem do MUVB.

De acordo com o Movimento, as gavetas construídas pela Superintendência Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Sudes) não dão conta da demanda. A situação se torna mais grave diante da superlotação dos cemitérios públicos de Maceió.

Reprodução/Instagram

“Diante disso, as famílias que possuem jazigo no Cemitério Santo Antônio exigem da Braskem a reparação por este dano, com a indenização do jazigo a que foram privadas. É necessário que a Prefeitura de Maceió faça um esclarecimento em relação às tratativas que vem realizado com a Braskem e que as famílias lesadas participem também dessas negociações!”, cobram as lideranças.

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