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O desafio de Alagoas: investir, transformar e garantir um novo padrão na educação pública – I

por | 21 abr, 2026

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Neste primeiro momento, serão informados dados de matrículas | Thiago Athaíde / Ascom Seduc

Por Geraldo de Majella*

A discussão pública entre os candidatos ao governo de Alagoas sobre educação ainda não foi aberta. Espera-se que esse debate ocorra de forma séria, e não como mais uma peça de marketing. A construção de um programa de governo que coloque a educação como eixo estruturante deve partir de um princípio simples: não há desenvolvimento sustentável sem investimento contínuo na formação e na valorização de quem ensina. O professor é, e sempre será, o pilar mais relevante e insubstituível na educação.

Nesse sentido, a valorização dos profissionais da educação deve ser prioridade. A realização de concursos públicos para professores e servidores administrativos é essencial para garantir estabilidade, qualidade no ensino e continuidade das políticas educacionais. Ao lado disso, é fundamental investir na formação continuada, assegurando que educadores estejam preparados para os desafios contemporâneos, incluindo o uso de novas tecnologias e novas metodologias pedagógicas.

A melhoria da infraestrutura das escolas também é um ponto central. É necessário equipar as unidades com laboratórios de ciências, informática e espaços adequados para o aprendizado, criando um ambiente que estimule a curiosidade, a pesquisa e o pensamento crítico dos estudantes. Educação de qualidade passa, inevitavelmente, por condições dignas de ensino e aprendizagem.

A ampliação da educação em tempo integral deve ser tratada como política estratégica. Mais do que aumentar a permanência do aluno na escola, trata-se de oferecer uma formação integral, que envolva cultura, esporte, ciência e cidadania, com professores capacitados e projetos pedagógicos consistentes.

Outro eixo fundamental é o investimento em ciência e tecnologia (C&T), com a integração entre a educação básica, universidades e institutos de pesquisa. Essa articulação permite preparar estudantes para os desafios do século XXI, estimulando desde cedo o interesse pelas áreas científicas e tecnológicas.

As mudanças climáticas também devem integrar o programa educacional, tanto como conteúdo quanto como prática. É necessário formar cidadãos conscientes dos impactos ambientais e capazes de contribuir para soluções sustentáveis, especialmente em um estado vulnerável às alterações climáticas.

Por fim, a educação precisa dialogar com a realidade produtiva de Alagoas. A formação intelectual dos estudantes é o maior capital que a educação pública pode disponibilizar à sociedade como retorno dos tributos e, mais que isso, como base para a construção de uma sociedade moderna e competitiva. Integrar conhecimento técnico, sustentabilidade e valorização do conhecimento são alavancas que fortalecem a economia local e garantem melhores condições de vida para milhares de famílias. O professor continuará sendo essencial nesse processo.

Assim, um programa de governo que articule educação, ciência e tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento regional pode abrir novos caminhos para Alagoas, combinando inclusão com crescimento econômico e justiça social.

* (*) Historiador, jornalista e ex-Secretário Executivo de Ciência, Tecnologia e Educação Superior de Alagoas

1 Comentário

  1. Maria Consuelo Correia

    Excelente texto . Parabéns!

    Responder

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