O Sindicato dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos de Alagoas e Sergipe (Sindipetro AL-SE) criticou duramente a Braskem após a empresa anunciar um acordo de R$ 1,2 bilhão com o Governo de Alagoas, relacionado ao afundamento de solo causado pela extração de sal-gema em Maceió.
Segundo o sindicato, enquanto busca encerrar pendências com o poder público, a companhia ignora trabalhadores e moradores diretamente afetados pela tragédia.
De acordo com o Sindipetro, a empresa iniciou um processo de demissões em plena campanha salarial, o que levou à suspensão das assembleias que discutiriam a Convenção Coletiva de Trabalho. O sindicato classificou a medida como um ato de desrespeito e falta de diálogo social.
Para o dirigente sindical Antônio Freitas, o comportamento da Braskem repete o modelo “irresponsável” que destruiu cinco bairros da capital alagoana. “É inaceitável tratar os trabalhadores como meros números. A empresa demonstra mais uma vez sua sanha por lucro, sem qualquer compromisso social e ambiental”, afirmou.
O Sindipetro defende a manutenção dos empregos e, nos casos em que o desligamento for inevitável, cobra indenizações dignas e valorização pelo tempo de serviço.
“A Braskem precisa responder pelos danos que causou à cidade e às pessoas. Ao desempregar pais e mães de família, mostra novamente que seu compromisso é apenas com o lucro — e nunca com a vida”, concluiu Freitas.
O sindicato informou que seguirá acompanhando as negociações e promete intensificar as ações em defesa dos direitos trabalhistas e da reparação integral aos moradores atingidos.







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