terça-feira, 14 julho 2026
Céu limpo
Maceió
26°C
Céu limpo
Céu limpo
Maceió
26°C
Céu limpo

Braskem: secretário-geral da União Internacional dos Arquitetos comenta desastre em Maceió

por | 21 jun, 2025

ESPALHE A NOTÍCIA
Link copiado para o Instagram!

Foto: Divulgação

O secretário-geral da União Internacional dos Arquitetos (UIA), arquiteto e urbanista Rui Leão, manifestou-se sobre o grave afundamento dos bairros de Maceió, resultado da mineração de sal-gema realizada pela empresa Braskem. Sua declaração ocorreu na semana passada, em São Luís do Maranhão, durante o seminário Construindo uma Agenda Urbana Mundial para a COP-30, promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).

A conselheira federal do CAU/AL, Josemée Lima, integrante do IAB/AL, participou do evento de forma particular e apresentou o caso ao representante da maior organização mundial de arquitetos. De acordo com autoridades locais, o colapso das minas na área urbana de Maceió provocou o deslocamento forçado de mais de 60 mil pessoas, entre moradores e comerciantes, afetando mais de 14,5 mil imóveis.

“O deslocamento destas 60 mil pessoas – é muita gente, que não só perdem seu bem-estar e seu habitat, mas também perdem sua renda, relações, toda a construção social e cultural. No fundo é um pouco deste lado da cidade que morre como se fosse um tumor”, afirmou o arquiteto.

Ele lamentou a situação e destacou a fragilidade das instituições. “É bastante lastimável que as coisas cheguem a este ponto e que a cidade de Maceió seja vítima deste tipo de ocupação e exploração abusiva do espaço urbano, do território”.

Rui Leão também chamou atenção para a responsabilidade institucional: “O caso revela uma falta de capacidade e de posicionamento das instituições” e alertou que “ter uma governação fraca e comprometida com os interesses econômicos é um problema grave e sério para o bem-estar da população”.

Ao comentar o papel do governo, destacou que “a falta de cumprimento de argumentação e do papel de mediação de verificador da parte do governo, pode, como neste caso, ter consequências não só graves, como criminosas para a população”.

Reforçando o impacto humano da tragédia, repetiu: “O deslocamento destas 60 mil pessoas – é muita gente, que não só perdem seu bem-estar e seu habitat, mas também perdem sua renda, relações, toda a construção social e cultural. No fundo é um pouco deste lado da cidade que morre como se fosse um tumor. É bastante triste.”

Por fim, Rui Leão fez um apelo por mudanças urgentes: “Espero que esta situação mude. Que a população de Maceió tenha capacidade de se impor para redefinir sua atuação, porque este problema que já aconteceu e está acontecendo ainda pode piorar no futuro e ter consequências ainda piores”.

*Com Assessoria

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *