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IML Estácio de Lima completa 60 anos como referência em ciência e justiça

por | 20 set, 2025

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Reprodução

O dia 21 de setembro de 1965 marcou a inauguração oficial do Instituto Médico Legal Estácio de Lima, em Maceió, numa solenidade presidida pelo então reitor da UFAL, Aristóteles Calazans Simões. A criação do órgão coroava uma luta iniciada em 1935 pelo professor José Lages Filho para estruturar a perícia médico-legal em Alagoas. Até então, os exames eram feitos em hospitais e até residências, de forma precária.

Antes da fundação do IML, episódios emblemáticos já haviam exposto a necessidade de uma estrutura oficial. Em 1938, após a morte de Lampião, as cabeças do cangaceiro e de seu bando foram examinadas em salas improvisadas na Praça da Cadeia, atraindo multidões. Mesmo rudimentares, os estudos ganharam repercussão internacional.

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A primeira sede surgiu de forma trágica: após um acidente com mais de 30 mortos em Novo Lino, legistas precisaram improvisar necrotério em um antigo presídio, na Rua Dias Cabral. O espaço acabou se tornando sede do IML, batizado em homenagem ao professor Estácio de Lima. Tombado em 2010, o prédio integrou o patrimônio histórico do estado, mas foi interditado em 2012, levando a instituição a funcionar provisoriamente no campus da UFAL até 2018.

Em 18 de agosto daquele ano, foi inaugurada a atual sede, no Tabuleiro do Martins. Com investimento de R$ 25 milhões, o complexo de 3.791 m² reúne blocos especializados, salas modernas, câmaras frias para até 88 corpos e equipamentos de alta precisão. Estruturas de acolhimento, como a Sala Lilás e a Brinquedoteca, humanizaram o atendimento.

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Hoje, o IML realiza cerca de 8 mil laudos em pessoas vivas e 2.500 cadavéricos por ano. A maioria dos atendimentos em Maceió é voltada a vítimas vivas, desmistificando a imagem de um espaço apenas ligado à morte. “Nosso compromisso é entregar laudos com agilidade e qualidade, porque a Justiça depende de nossas respostas técnicas”, afirma o chefe especial do IML, Felipe Porciuncula.

Foto: Agência Alagoas

Ele destaca ainda os desafios futuros: ampliar o quadro de especialistas em áreas como patologia, radiologia e psiquiatria, além de fortalecer parcerias institucionais que garantam mais recursos. “São 60 anos de uma história que mistura ciência, coragem e humanidade. O IML é guardião da memória das vítimas e da busca por justiça”, resume.

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