O bairro do Bom Parto, em Maceió, enfrenta um clima de medo e insegurança devido a rachaduras extensas em casas da Avenida General Hermes, onde algumas residências já foram evacuadas por risco iminente de desabamento. Até a sede da Secretaria Municipal de Educação (Semed) na região apresenta danos estruturais, segundo o defensor público estadual Ricardo Melro.
“Parte das casas já foi evacuada e as que restam estão todas rachadas. Até a Semed está comprometida”, publicou Melro em suas redes sociais, destacando o temor dos moradores, muitos deles residentes há mais de 30 anos, que nunca presenciaram algo parecido.
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A população questiona se essa instabilidade tem ligação com o desastre ambiental provocado pela exploração de sal-gema pela Braskem, que desde 2018 afeta bairros vizinhos, como Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Farol, com milhares de famílias evacuadas.
A Braskem já se posicionou sobre a erupção de lama que danificou o asfalto na Avenida General Hermes. Segundo a empresa, a lama surgiu durante a instalação de uma tubulação de aço carbono por empresa contratada, sem relação com o processo de preenchimento das minas que causaram o desastre nos bairros vizinhos.
A empresa afirma que o método de perfuração utilizado é comum em obras de saneamento e que o ocorrido não tem ligação com subsidência ou cavidades em fechamento.
A força-tarefa que reúne Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e Defensoria Pública da União (DPU) ainda não divulgou atualizações públicas sobre o novo cenário no Bom Parto.
A falta de transparência e o controle das informações técnicas pela própria empresa têm sido alvo de críticas desde o início do desastre. O caso do Bom Parto reforça a urgência de dados atualizados e análises independentes para garantir a segurança da população.
Enquanto isso, o medo e a incerteza permanecem no Bom Parto, com moradores clamando por respostas e ações imediatas das autoridades.





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