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Ex-deputado Alexandre Ramagem é detido nos EUA por questões migratórias

por | 13 abr, 2026

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Foto: Ton Molina/Fotoarena/Folhapress

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi detido nos Estados Unidos por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). A informação foi divulgada pelo portal G1.

A prisão ocorreu em Orlando, na Flórida, e foi comunicada às autoridades brasileiras por volta do meio-dia, no horário de Brasília. Segundo a Polícia Federal (PF), a detenção está relacionada a questões migratórias.

De acordo com as autoridades, Ramagem estaria em situação irregular no país e foi encaminhado a um centro de detenção local. O governo brasileiro aguarda informações sobre os próximos procedimentos, especialmente em relação a uma possível extradição.

A captura ocorre em meio à cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ainda segundo a PF, o ex-parlamentar é considerado foragido da Justiça brasileira após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado.

As investigações indicam que Ramagem deixou o Brasil antes da conclusão do julgamento, atravessando a fronteira com a Guiana e, posteriormente, seguindo para os Estados Unidos.

O nome do ex-deputado foi incluído na lista de difusão da Interpol por determinação do ministro Alexandre de Moraes, o que possibilitou sua localização por autoridades estrangeiras. O pedido formal de extradição foi encaminhado pelo Ministério da Justiça ao governo norte-americano no fim de 2025, por meio da embaixada brasileira em Washington.

Mesmo fora do país, Ramagem foi alvo de medidas políticas e administrativas. Ele teve o mandato cassado em dezembro de 2025, além de ter o passaporte diplomático suspenso e o pagamento dos vencimentos parlamentares bloqueado.

Delegado da Polícia Federal desde 2005, Ramagem ganhou notoriedade ao atuar na segurança do então candidato Jair Bolsonaro, em 2018. Posteriormente, assumiu a direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), cuja gestão foi alvo de investigações no caso conhecido como “Abin paralela”. Em 2022, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro.

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