Por Geraldo de Majella*
O céu de Gaza segue coberto por fumaça e o seu chão por sangue, milhões de vozes ecoam pelas ruas do mundo em nome da dignidade humana. Em São Paulo, como em dezenas de cidades — de Londres a Joanesburgo, de Tóquio a Paris —, manifestantes tomaram as praças em defesa da Palestina. Na Marcha Global pela Palestina, um mar de gente clamou: basta de genocídio, basta de impunidade.
É impossível permanecer em silêncio diante do que se transformou em uma tragédia anunciada. O que se passa em Gaza não é um “conflito”, tampouco uma “resposta militar”: é um massacre planejado e executado sob os olhos do mundo, comandado por um carniceiro o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, com o respaldo político e militar dos presidentes norte-americanos Joe Biden e Donald Trump, e de aliados que se calam ou aplaudem.
Hospitais destruídos, crianças soterradas, famílias inteiras exterminadas — as imagens que chegam da Faixa de Gaza não deixam margem para dúvidas. Trata-se de um projeto de extermínio, um crime contra a humanidade que o governo israelense tenta justificar sob a lógica de uma “defesa” que ignora completamente o princípio da proporcionalidade e o direito à vida dos civis palestinos.
E como se não bastasse o horror em Gaza, Israel amplia seu raio de destruição. Os recentes ataques ao Irã acendem o alerta de uma escalada regional, de uma guerra ainda mais ampla, colocando o mundo à beira de um novo abismo. A arrogância de uma potência armada até os dentes, impune diante do direito internacional, ameaça todos os esforços por paz.
Mas há resistência. Ela vive em cada jovem palestino que insiste em existir. Vive nas mães que enterram seus filhos e, ainda assim, seguem de pé. E vive em cada manifestação ao redor do globo. Porque a Palestina não está sozinha. A solidariedade internacional cresce a cada dia, exigindo um cessar-fogo imediato, o fim da ocupação e justiça para as vítimas do genocídio.
Este é um chamado não apenas político, mas profundamente humano. É um grito que nos atravessa como povo, como humanidade. Gaza sangra — e não podemos permitir que seja em vão.
Palestina livre. Pela paz com justiça. Pelo fim do genocídio.
*Historiador e jornalista





0 comentários