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Levantamento aponta 12 deputados da Comissão de Segurança envolvidos em processos criminais

por | 1 out, 2026

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Parlamentares ligados a forças de segurança aparecem como investigados, réus ou partes em ações que envolvem acusações como violência contra a mulher, crimes contra a honra e abuso de autoridade

Um levantamento realizado pela Agência Pública identificou que 12 dos deputados ligados a forças de segurança que integram a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara dos Deputados já estiveram envolvidos em procedimentos de natureza criminal. Os casos incluem processos em andamento, investigações encerradas, acordos com o Ministério Público e situações em que houve absolvição.

A comissão é responsável pela análise de propostas relacionadas à segurança pública e ao combate à criminalidade. Entre os parlamentares citados estão deputados que possuem carreira em polícias Civil e Militar, além de outros integrantes ligados às forças de segurança. A Câmara registra a atuação desses parlamentares na CSPCCO em 2026.

Entre os casos ainda em tramitação estão os dos deputados Delegado da Cunha (União-SP) e Paulo Bilynskyj (PL-SP), que respondem a processos relacionados a acusações de violência contra mulheres. As ações correm sob sigilo na Justiça de São Paulo.

Delegado da Cunha também responde a outro processo relacionado à acusação de abuso de autoridade e constrangimento ilegal durante a reprodução de uma operação policial para gravação de imagens. Segundo a reportagem, ele chegou a ser demitido pela Polícia Civil de São Paulo, mas uma decisão liminar suspendeu a efetivação da medida.

Outro parlamentar citado é Capitão Alden (PL-BA), que responde a processos que tramitam sob sigilo. Um deles está relacionado a uma denúncia do Ministério Público sobre suposta entrada em áreas restritas de um hospital durante a pandemia de Covid-19.

Na lista também aparecem parlamentares envolvidos em ações por crimes contra a honra. Coronel Meira (PL-PE), por exemplo, é alvo de processos no Supremo Tribunal Federal relacionados a declarações feitas durante sua atividade parlamentar e em redes sociais. Um dos casos resultou em medidas cautelares determinadas pelo ministro Flávio Dino.

Delegado Caveira (PL-PA) responde a uma ação movida pela prefeita de Ulianópolis, no Pará, que afirma ter sido ofendida pelo parlamentar durante um evento político. O processo ainda não teve decisão definitiva.

Em Alagoas, o deputado Delegado Fábio Costa (PP-AL) é citado em uma queixa-crime apresentada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor. A ação foi motivada por declarações publicadas nas redes sociais e ainda tramita no STF. A defesa do parlamentar sustenta que as manifestações estão protegidas pela imunidade parlamentar.

Também aparecem no levantamento casos que foram encerrados. A deputada Delegada Adriana Accorsi (PT-GO) teve um procedimento relacionado à prestação de contas eleitorais encerrado após acordo com o Ministério Público. Sargento Fahur (PSD-PR) também teve uma ação penal arquivada depois da homologação de acordo.

O deputado Pedro Aihara (PP-MG), por sua vez, foi investigado por suspeita de descaminho após a Receita Federal apreender quatro notebooks de procedência estrangeira. O Ministério Público Federal pediu o arquivamento do procedimento com base no princípio da insignificância, e o caso foi encerrado sem aplicação de penalidade.

Há ainda parlamentares que foram absolvidos ou tiveram investigações arquivadas. Alberto Fraga (PL-DF), ex-presidente da Comissão de Segurança, foi condenado em processos relacionados à posse de arma e a uma acusação de cobrança de propina, mas posteriormente foi absolvido pela Justiça.

O Sargento Gonçalves (PL-RN) também foi investigado pela morte de um suspeito durante uma perseguição policial. Segundo sua defesa, o caso foi arquivado ainda na fase de investigação, sem denúncia ou condenação.

A reportagem da Agência Pública também cita estudo internacional publicado em 2025 pelo Centro de Pesquisa em Política Econômica (CEPR), segundo o qual candidatos que já foram acusados de crimes apresentam maior probabilidade de disputar e conquistar cargos públicos no Brasil. O levantamento analisado pela publicação aponta que o fenômeno foi identificado em diferentes partidos e níveis de governo.

Com Agência Pública

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