Uma nova pesquisa Datafolha divulgada ontem (2), com entrevistas realizadas nos dias 29 e 30 de julho, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os cenários estimulados de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026, com 39 % das intenções de voto, numericamente à frente de Jair Bolsonaro (PL), que marca 33 %, e amplia vantagem contra outros concorrentes.
No segundo turno, Lula consolida sua posição de forma determinante: contra Bolsonaro, ele soma 47 %, enquanto o ex‑presidente alcança 43 %. Em confronto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula atinge 45 % ante 41 % de Tarcísio — ambos os resultados ainda dentro da margem de erro de ±2 pontos.
Cenários de primeiro turno (resposta estimulada)
O levantamento considerou sete simulações distintos. Em todas elas, Lula aparece isolado na liderança. Nos cenários com membros da família Bolsonaro, os resultados gerais são:
- Contra Michelle Bolsonaro (PL): Lula – 39 %, Michelle – 24 %
- Contra Flávio Bolsonaro (PL): Lula – 40 %, Flávio – 18 %
- Contra Eduardo Bolsonaro (PL): Lula – 39 %, Eduardo – 20 %
Desempenho no segundo turno
- Lula vs. Bolsonaro: 47 % a 43 %
- Lula vs. Tarcísio: 45 % a 41 %
- Contra Michelle, Flávio e Eduardo Bolsonaro, Lula apresenta vantagem mais ampla, com percentuais que variam entre 46 % e 47 %, superando seus rivais por cerca de 8 a 9 pontos.
Outros destaques da pesquisa
A rejeição ao ex‑presidente Jair Bolsonaro atinge 67 % dos entrevistados, que afirmam que ele não deveria tentar candidatura — mesmo com sua inelegibilidade vigente até 2030. Por outro lado, 66 % creem em nova reeleição de Lula.
O Datafolha aponta que o leve crescimento de Lula frente ao bolsonarismo pode estar associado à reação do eleitorado ao chamado tarifaço imposto pelos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, reforçando a sua percepção de defesa da soberania nacional.
Contexto político e interpretações:
A vantagem de Lula nos cenários testados indica recuperação e consolidação de sua posição competitiva, especialmente frente à indefinição sobre a participação de Bolsonaro, que permanece inelegível até 2030. Apesar do empate técnico em alguns confrontos — nominalmente dentro da margem de erro — o tom geral da pesquisa reforça a liderança do PT e a dificuldade da direita em apresentar alternativa viável.
A rejeição histórica ao bolsonarismo e a resposta popular às medidas diplomáticas recentes conferem a Lula uma narrativa mais assertiva em mobilizar apoio para o próximo pleito.
Metodologia:
Foram entrevistadas 2.004 pessoas com mais de 16 anos em 130 a 136 municípios brasileiros, entre os dias 29 e 30 de julho, com margem de erro de ±2 pontos percentuais.






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