A frase que simbolizou uma promessa de campanha tornou-se, nessa quarta-feira (1º), um marco político e social no Brasil. A aprovação, por unanimidade dos 493 deputados presentes na Câmara, da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais — escalonada até R$ 7.350 — representa não apenas o cumprimento de um compromisso de Lula, mas também uma inflexão histórica no debate sobre justiça fiscal.
Mais de 26,6 milhões de brasileiros deixarão de pagar Imposto de Renda, um alívio direto para trabalhadores assalariados, servidores e profissionais que sustentam o consumo interno.
Ao mesmo tempo, a proposta corrige uma distorção antiga: para compensar a renúncia fiscal, o projeto estabelece um patamar mínimo de tributação de até 10% para cerca de 141,4 mil contribuintes de alta renda que, até aqui, pagavam uma alíquota efetiva de apenas 2,5% sobre rendimentos totais — beneficiados pela isenção de lucros e dividendos.
A concentração de renda no Brasil é imoral, e a decisão coloca o país em sintonia com as melhores práticas internacionais. Trata-se de um passo que ajuda a reequilibrar o sistema, reduzir desigualdades e fortalecer a capacidade do Estado de investir em políticas públicas essenciais. É um avanço possível, mas ainda distante do que seria plenamente justo.
O significado político não é menor: a proposta neutralizou a oposição de direita e extrema-direita, incapazes de ir à tribuna para se contrapor a uma medida tão popular e necessária. A vitória foi construída nas ruas, nas redes e no Parlamento, fruto da mobilização social e da liderança do presidente Lula.
Desde o início de seu terceiro mandato, Lula tem insistido que o crescimento econômico deve estar necessariamente vinculado à inclusão social. A isenção do Imposto de Renda para a maioria da classe trabalhadora reafirma essa estratégia: ampliar o poder de compra, dinamizar o mercado interno e garantir que o progresso seja compartilhado por aqueles que historicamente foram excluídos.
Ao cumprir sua palavra e transformar em realidade uma das mais simbólicas bandeiras da campanha, Lula não apenas fortalece sua base social, mas aponta para o futuro. A justiça tributária passa a ser um instrumento de desenvolvimento e de democracia.
A vitória no Congresso revela algo maior: a retomada de um projeto de país que une crescimento econômico, inserção social e distribuição de renda.







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