Um manifesto assinado por jornalistas e comunicadores defende a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República nas eleições de 2026 e alerta para os riscos que, segundo o documento, a família Bolsonaro representa para a liberdade de expressão, o exercício do jornalismo e o direito à comunicação no Brasil.
O texto afirma que a disputa eleitoral também envolve o futuro das políticas de comunicação e o fortalecimento da democracia. Entre as principais críticas estão os ataques a profissionais da imprensa, a disseminação de desinformação e a resistência a medidas de regulamentação das plataformas digitais.
Segundo o manifesto, Jair Bolsonaro e seus apoiadores protagonizaram 1.442 ataques contra jornalistas entre 2019 e 2022, conforme relatório da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
O documento também critica a atuação de aliados da família Bolsonaro contra propostas legislativas relacionadas à proteção de crianças e adolescentes na internet, à inteligência artificial e à concorrência nos mercados digitais. Outro ponto de preocupação é a intenção atribuída à equipe de Flávio Bolsonaro de extinguir a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Defesa da regulação digital
Na avaliação dos signatários, o governo Lula apresenta uma proposta diferente para o setor, com iniciativas voltadas à educação midiática, à regulação das plataformas digitais e à ampliação da comunicação pública.
O manifesto cita a aprovação do ECA Digital, a Estratégia Brasileira de Educação Midiática e o Programa Brasil Digital como medidas relacionadas à proteção de direitos e à ampliação do acesso à informação.
O texto também menciona propostas do programa de governo de Lula para avançar na regulação democrática das redes sociais, instituir uma Política Nacional de Letramento Digital e fortalecer a soberania digital brasileira.
Apesar do apoio à candidatura petista, os autores reconhecem que os governos de Lula e do PT poderiam ter avançado mais em áreas como o fortalecimento das rádios comunitárias, da comunicação popular e do sistema público de comunicação.
Manifesto cita experiências internacionais
O documento também aponta exemplos de El Salvador e da Argentina para alertar sobre possíveis consequências de políticas associadas à extrema direita. Os signatários citam restrições à atuação jornalística no governo de Nayib Bukele e mudanças nas leis trabalhistas argentinas durante a gestão de Javier Milei.
Para os autores, a precarização das relações de trabalho e o enfraquecimento das garantias profissionais podem afetar diretamente os jornalistas e a qualidade da informação oferecida à população.
O manifesto defende que a comunicação seja tratada como um direito fundamental e que sejam adotadas medidas para reduzir a concentração de poder das empresas do setor, ampliar o acesso às tecnologias e fortalecer o jornalismo profissional.
Ao concluir, os signatários afirmam que a liberdade de imprensa depende da preservação da democracia e convocam a sociedade a se posicionar contra o que classificam como ameaças autoritárias.
Como participar
O documento convida jornalistas, comunicadores e demais interessados a assinar e compartilhar o manifesto de apoio à candidatura de Lula.
A íntegra está disponível na plataforma Petição Online: https://www.peticao.online/manifesto_de_jornalistas_e_comunicadoresas_com_lula







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