A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) realizou, neste domingo (9), a diplomação póstuma de três estudantes mortos em decorrência da repressão da ditadura militar (1964–1985). O ato ocorreu às 10h, na Sala Ipioca do Centro de Convenções Ruth Cardoso, em Maceió, dentro da programação da 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas.
Foram homenageados José Dalmo Guimarães Lins, Gastone Lúcia de Carvalho Beltrão e Manoel Lisboa de Moura, todos perseguidos e assassinados pelo regime. A solenidade reuniu familiares, professores, estudantes, representantes de movimentos de direitos humanos e autoridades políticas.
Entre os presentes estavam o vice-governador Ronaldo Lessa, o secretário de Estado dos Direitos Humanos Marcelo Nascimento, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania Hamilton Silva, o deputado federal Paulão (PT), o dirigente do Partido Comunista Revolucionário Edval Nunes (Cajá), o reitor da Ufal Josealdo Tonholo e o ex-vereador e ex-preso político Fernando Costa.
“Esta diplomação é um gesto de justiça histórica e de reafirmação do compromisso da Ufal com os valores democráticos”, afirmou o reitor Josealdo Tonholo durante a cerimônia.
- José Dalmo Guimarães | Reprodução
- Manoel Lisboa | Reprodução
- Gastone Lúcia | Reprodução
Os familiares dos homenageados receberam os diplomas em um momento marcado pela emoção. A diplomação integra as ações de reparação simbólica da Comissão da Memória, Verdade, Justiça, Reparação e Democracia da universidade.
Uma placa com os nomes dos três estudantes será instalada na Reitoria da Ufal durante a Semana de Direitos Humanos, em dezembro, como parte das ações permanentes de preservação da memória e defesa dos direitos humanos.










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