O Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren/AL) está alertando a população para os riscos de contágio pela Covid-19, por conta das festas de final de ano e do carnaval 2022. Mesmo reconhecendo que o desejo de confraternização é natural, especialmente considerando os danos provocados pela pandemia, a entidade avalia como necessário evitar aglomerações por conta da nova mutação do coronavírus, a já popularizada variante Delta.
Em nota oficial, o Conselho recomenda que seja reforçada a necessidade de uso de máscara, a higiene correta das mãos e o distanciamento social (cerca de 1,5m).
O posicionamento do Coren/AL se baseia na facilidade de transmissão da variante Delta, que já é uma realidade no Brasil. Os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e o Distrito Federal já apresentam transmissão comunitária pela cepa.

Ex-secretário de Vigilância do MS, Wanderson destaca necessidade de se evitar aglomeração | Fotos: Assessoria
Segundo o enfermeiro Wanderson Oliveira, doutor em epidemiologia e ex-secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, 60% das amostras testadas no Brasil que vão para o sequenciamento, são por variante Delta.
O profissional ressalta a preocupação de pesquisadores e profissionais da Saúde com a alta transmissibilidade da doença.
“Comparado com outras variantes como, por exemplo, a variante original que poderia ter duas pessoas infectadas a partir de um caso, na variante Delta isso varia entre 7 e 8 pessoas. Então é muito maior”, destaca o epidemiologista, que tem vasta experiência nacional e internacional em saúde pública, investigação de surtos, preparação e resposta às emergências em saúde e gestão.
Detectada pela primeira vez na Índia, em dezembro de 2020, a variante já foi identificada em mais de 130 países.
Mortes evitadas
No Brasil, apesar do avanço da variante, especialistas notam que não há alta significativa de casos e internações, como está ocorrendo nos Estados Unidos, que já possui mais de 99% dos registros. Especialistas associam este cenário no Brasil ao avanço da vacinação e ao uso de máscaras. Monitoramento do Sistema Cofen/Conselhos Regionais, por meio do Observatório da Enfermagem, registra queda dos óbitos entre os profissionais.
“As vacinas são muito eficientes para poder evitar casos graves e de óbitos, mas nenhuma vacina tem o objetivo de evitar que a pessoa pegue a Covid-19. Nosso objetivo é, primordialmente, evitar que quem pegue Covid não corra o risco de morrer ou ficar em estado muito grave e para esse quesito, todas as vacinas estão mostrando alta eficácia e efetividade”, destaca Wanderson Oliveira.








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