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Braskem é alvo de novo protesto por retardar indenização de moradores do Pinheiro

por | 21 jun, 2021

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Protesto pela destruição do prédio e contra a morosidade da Braskem | Foto: Divulgação

Muita emoção e tristeza marcaram o ato em que, num abraço simbólico ao prédio, alunas, alunos e ex-alunos do Ballet Eliana Cavalcanti protestaram contra o fechamento da escola, uma das mais tradicionais de Maceió. Após quase cinco décadas de atividade, o Ballet encerrou suas atividades no bairro do Pinheiro, atingido pela ação predatória da multinacional Braskem S.A. As novas instalações são no bairro Gruta de Lourdes.

Em decorrência da tragédia provocada pela multinacional, uma das empresas da holding Odebrecht, os bairros Pinheiro, Bebedouro, Mutange, Bom Parte e Farol foram “apagados” do mapa da cidade. Mais de 60 mil pessoas foram atingidas. Os imóveis apresentam rachaduras de piso e paredes, com risco de afundamento, ameaçando a vida dos moradores.

Além de perderem suas casas, as famílias estão sofrendo com a morosidade da Braskem, principal responsável pelo desastre geológico, que retarda o pagamento das indenizações aos proprietários dos imóveis e das empresas localizadas nos bairros.

Um dos milhares de exemplos é o da professora Eliana Cavalcanti, que, junto com a idealizadora da manifestação, Izabelle Rocha, organizou o protesto, realizado na tarde do último sábado, 19.

Várias gerações de bailarinos e professore de balé em Alagoas foram formados na escola da professora Eliana Cavalcanti, a primeira de Alagoas, fundada em 1973, e agora uma das vítimas do desastre ambiental provocado pela exploração intensa e desordenada de sal-gema, no solo de cinco bairros da capital alagoana.

“Hoje, ver o prédio assim, destruído, nos dá um aperto no coração e um sentimento de profunda tristeza!” – disse Eliana.

Com informações de rede social (https://www.facebook.com/balletelianacavalcanti/)

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