
Alagoas tem um dos menores índices de isolamento do país
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A retomada das atividades do comércio e serviços em Alagoas só começa a partir do dia 22 próximo. E não será de uma única vez, mas de modo gradativo. Foi o que disse hoje o governador Renan Filho (MDB), anunciando a prorrogação do decreto de isolamento social, com validade até esta quarta-feira, 10, por mais 12 dias.
As primeiras medidas de isolamento para tentar reduzir os riscos de propagação do novo coronavírus foram decretadas em 20 de março, com o fechamento de igrejas, shoppings, bares, restaurantes e diversos outros estabelecimentos comerciais. De lá até hoje, Alagoas registra 12.407 casos confirmados e 506 mortes. Apesar dos números, o estado registra um dos menores índices de isolamento do país – na última sexta-feira, 5, era de meros 34,9%.

Renan Filho pede tempo para organizar retorno controlado à normalidade
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Mesmo assim, o governo alagoano admite a retomada da vida econômica e social, de forma controlada, na segunda quinzena deste mês.
“Nós vamos prorrogar o decreto de distanciamento social até o dia 22 do mês de junho. Com essa prorrogação, vamos criar espaço para uma mudança importante, que é finalizar a discussão com o setor produtivo, com as igrejas, com os representantes da área educacional, para que a gente possa iniciar em Alagoas, em discussão próxima com os municípios, um novo momento que será o distanciamento social controlado”, disse Renan Filho, em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, 10.
Segundo ele, as aulas presenciais e o serviço público do governo estadual, porém, ficam suspensos até o dia 30 de junho.
Para garantir o cumprimento das normas de isolamento e proibição de funcionamento de parte do comércio e dos serviços, o governo manterá a Polícia Militar fiscalizando especialmente as regiões metropolitanas de Maceió e na região de Arapiraca. Os casos de desobediência e de descumprimento das medidas restritivas de circulação e atividades comerciais serão punidos conforme estabelecido no decreto de emergência.
As multas podem variar de R$ 5 mil (pessoa física) a R$ 50 mil (pessoa jurídica) por dia. O governo estimula a população a denunciar o descumprimento pelos números 181 ou 190.
Assim, continuam proibidos de funcionar bares, restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos congêneres; museus, cinemas e outros equipamentos culturais, públicos e privados; templos, igrejas e demais instituições religiosas, permitindo seu funcionamento interno; academias, clubes, centros de ginástica e estabelecimentos similares; lojas ou estabelecimentos que pratiquem o comércio ou serviços de natureza privada; shoppings centers, galerias, centros comerciais e estabelecimentos congêneres, salvo supermercados, farmácias e locais que prestem serviços de saúde no interior dos referidos estabelecimentos.
Estão proibidos também eventos e exposições; qualquer atividade de comércio nas ruas, praias, lagoas, rios e piscinas públicas, praças ou outros locais de uso coletivo e que promovam a aglomeração de pessoas, como bancas e barracas de vendas de alimentos nos logradouros públicos.
Quanto ao serviço de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros, regular e complementar, bem como os serviços de receptivos, continuam suspensos.





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