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Vigília em frente à prefeitura marca 23º dia de mobilização da educação de Maceió

por | 27 maio, 2025

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Foto: Assessoria

A manhã desta terça-feira, 27 de maio, começou com mais um capítulo da luta das trabalhadoras e trabalhadores da educação de Maceió. Em seu 23º dia de greve, a categoria permanece mobilizada em frente à sede da prefeitura, no bairro do Jaraguá, onde realiza uma vigília permanente aprovada em assembleia do movimento grevista.

Na segunda-feira (26), data em que teve início a vigília, a gestão do prefeito JHC (PL) respondeu à mobilização com reforço da Guarda Municipal na praça e interdição das ruas no entorno da sede do Executivo. Até o carro de som do Sinteal (Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas) foi impedido de entrar, o que gerou imediata reação dos educadores, que exigiram e conquistaram a liberação para dar seguimento às atividades da greve.

Desde a tarde de ontem, os profissionais da educação estão acampados em frente à prefeitura. O acampamento foi marcado por uma intensa e simbólica virada cultural, com sarau poético, apresentações de coco de roda e cânticos à luz de velas, reforçando o espírito combativo e criativo do movimento. Já na manhã de hoje, houve café coletivo, apresentação de forró e também a performance do coro “Sinteal em Canto”.

As pautas da greve seguem firmes: melhoria no transporte público para os estudantes, realização de concurso público, pagamentos de biênios e progressões atrasadas, contratação de PAEs (Profissionais de Apoio Escolar) e valorização da carreira dos trabalhadores da rede municipal.
O presidente do Sinteal, Izael Ribeiro, cobrou postura da gestão: “Ainda estamos aqui, JHC. Saia do Instagram e venha dialogar com a Educação no mundo real, onde existem problemas reais que precisam ser discutidos. Vamos dialogar sobre a falta de transporte para os estudantes, sobre o número insuficiente de PAE’s, sobre a necessidade urgente de concurso público, sobre a falta de estrutura em várias unidades escolares e sobre uma valorização real para trabalhadoras e trabalhadores da Educação.”

A mobilização permanece e a mensagem está clara: os profissionais da Educação seguem na luta, sem previsão de recuo, à espera de um posicionamento responsável por parte do prefeito. A categoria reafirma que a greve é legítima e que a solução está nas mãos da gestão municipal.

Por Assessoria

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