Enquanto o secretário municipal de Educação, Rogério Lima, afirma nas redes sociais que Maceió está renovando a frota escolar com veículos “novinhos, equipados com ar-condicionado e acessibilidade”, o que foi flagrado pela Justiça revela um cenário bem diferente: ônibus sucateados, sem vistoria e com riscos à vida dos estudantes.
Na quinta-feira (6), por determinação da juíza Fátima Pirauá, da 28ª Vara da Infância e Juventude, uma vistoria foi realizada com a presença do Ministério Público de Alagoas (MPAL) e da Defensoria Pública (DPE/AL). O resultado foi alarmante: veículos sem inspeção do DMTT, em estado de abandono.
“É inadmissível transportar estudantes nessas condições. A falta de vistoria compromete sua segurança e dignidade”, afirmou a juíza. Ela já havia concedido liminar proibindo a circulação de ônibus não vistoriados, decisão ratificada pelo desembargador Fábio Bittencourt.
Durante a ação, o promotor Alberto Tenório Vieira destacou que o transporte escolar deve seguir o Código de Trânsito, garantindo ida e volta com segurança. A promotora Alexandra Beurlen pediu fiscalização ativa do DMTT, aplicação de sanções administrativas e relatórios quinzenais à Justiça.
Os defensores públicos Isaac Souto e Lucas Valença alertaram para o descumprimento da decisão judicial pela Prefeitura, apontando riscos à integridade das crianças.
Apesar do discurso otimista da gestão, o contraste com a realidade exposta pela vistoria é evidente. Para MPAL, DPE e Judiciário, a situação revela uma tentativa de encobrir o desmonte da educação pública municipal.
O caso escancara a distância entre a propaganda institucional e a dura realidade enfrentada por estudantes que dependem do transporte escolar. A Justiça está vigilante. E a sociedade precisa estar também — cobrando responsabilidade e compromisso real com a educação.
Realidade:
Ver essa foto no Instagram
Propaganda oficial:
Ver essa foto no Instagram





0 comentários