Crateras que se abrem dentro de casas, quintais que afundam, ruas com rachaduras visíveis. Esse é o cenário enfrentado diariamente pelos moradores dos Flexais, na capital alagoana, região que segue excluída das áreas oficialmente reconhecidas como afetadas pelo colapso geológico causado pela mineração da Braskem.
A denúncia foi feita pelo professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Dilson Ferreira, em suas redes sociais. Em vídeo acompanhado por imagens registradas pelos próprios moradores, Dilson critica a omissão das autoridades e questiona: “Até quando vamos permitir esse tipo de injustiça?”
Segundo o professor, não faltam laudos técnicos nem provas materiais — os danos são visíveis a olho nu. O que falta, afirma, é vontade política. A exclusão das comunidades dos Flexais do mapa de compensação impede que famílias vulneráveis recebam indenizações ou sejam realocadas em segurança.
- Reprodução
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“O que fazem com o povo dos Flexais é desumano”, afirma Dilson. “É negar a realidade, é negar o direito à reparação, é negar dignidade”.
A ausência de medidas concretas para os Flexais reacende o debate sobre os critérios adotados no processo de reparação e a possível invisibilização de populações inteiras atingidas pela tragédia ambiental que atinge Maceió desde 2018.
A Braskem e autoridades municipais ainda não se pronunciaram sobre as declarações.
Veja o vídeo:
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