O CEDECA Zumbi dos Palmares integrou, em Brasília, o ato público realizado durante o IV Encontro Nacional de Proteção Popular de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos. O evento, organizado pela Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) e pela AVUAR Social, reuniu dezenas de organizações da sociedade civil de todo o Brasil com o objetivo de compartilhar experiências, denunciar violações e construir estratégias coletivas de proteção.
Realizado no Dia Mundial dos Direitos Humanos, o encontro reforçou a urgência de enfrentar violência, discriminação e ataques às pessoas que atuam na defesa de direitos, especialmente em contextos de vulnerabilidade. A participação do CEDECA Zumbi dos Palmares destacou a importância de fortalecer redes regionais e nacionais que assegurem suporte, visibilidade e proteção para defensoras e defensores ameaçados.
Durante o ato, foi reafirmado o compromisso das organizações presentes com a promoção da vida, da democracia e da dignidade humana, em sintonia com o manifesto divulgado no encontro. O documento denuncia injustiças, genocídios e violações, convoca a sociedade a ampliar o engajamento e reafirma que a proteção popular é tarefa contínua e coletiva. O CEDECA reforçou sua atuação histórica na defesa dos direitos de crianças e adolescentes e sua integração às lutas que garantem efetividade aos direitos humanos no país.
O IV Encontro Nacional consolidou-se como espaço fundamental de articulação entre movimentos, entidades e defensoras e defensores, reafirmando que a proteção dos direitos humanos é indispensável para a construção de um Brasil mais justo e igualitário.
Leia o manifesto na íntegra:
MANIFESTO DIA DH – IV Encontro Nacional da Proteção Popular de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos
Brasília, 10 de dezembro de 2025
O Dia DH, dia mundial dos direitos humanos, lembrado em 10 de dezembro desde 1948, data da aprovação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pelas Nações Unidas…
É um dia para lembrar que todos os dias precisam ser dias de direitos humanos; para afirmar que os direitos serão mais humanos quanto mais todas as formas de vida também tiverem direitos; para celebrar as conquistas das lutas organizadas das sujeitas, sujeites e sujeitos de direitos…
O dia dos direitos humanos é momento para um grito forte contra todas as injustiças em todos os lugares do mundo; contra todos os genocídios, em Gaza e nas periferias brasileiras; contra toda lei sustentada e sustentadora do “poder da morte”; contra todas as violências e violações; contra os ataques à democracia e às defensoras e defensores de direitos humanos… é momento para denunciar os autores da crueldade, da barbárie, que atacam, mercantilizam e matam as diversas formas de vida.
Nosso futuro… e só haverá futuro se construído como comum, nosso… na casa comum, será se assumirmos o desafio de acolher o legado ancestral e transformarmos as realidades que o impedem de fluir. Os direitos humanos são fecundados pela indignação que mobiliza a solidariedade, herança das resistências, e que fecunda processos de humanização da humanidade pluriversa.
Por isso, nos comprometemos a promover os direitos humanos na mais alta intensidade para animar a criação de realidades novas, construir relações outras e realizar nos cotidianos das territorialidades e das diversidades. Os direitos humanos são na medida em que forem encarnados em cada vida, em cada relação, em cada processo… e em todos eles.
É a promoção da vida, de todas as formas de vida, que faz com que os direitos, os diversos direitos, sigam sendo horizonte a buscar e também agenda a fazer. Nossa tarefa de promover a proteção popular das defensoras e defensores de direitos humanos entusiasma e engaja sempre que fizermos compromisso de luta e de vida.
Somos muitas, muites, muitos, mas precisamos ser muitas, muites e muitos mais. Por isso seguiremos nos diversos caminhos e nos múltiplos lugares, denunciando as formas de morte e anunciando o desejo de vida, e vida em abundância, para todas, todes e todos e, mais ainda, para quem está sob o risco de não seguir…
Vamos animar, vamos exigir… sem esmorecer. Porque a causa que nos move é justa e as conquistas, ainda que poucas, são sinal de que este é o caminho a seguir. Juntando mentes, corações, mãos e pés, vamos aumentar o mutirão para fazer valer o valor mais alto de todos: a vida, a vida com direitos humanos.
Viva os direitos humanos: e que todos os próximos sejam dias de direitos humanos…
Viva a luta das defensoras e defensores de direitos humanos!
Participantes do IV Encontro Nacional da Proteção Popular de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos








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