Faleceu na madrugada desta segunda-feira (15), em Genebra, na Suíça, aos 81 anos, a ornitóloga Anita Studer, fundadora da Associação Nordesta e responsável por um dos mais relevantes trabalhos de preservação da Mata Atlântica no Brasil.
Com saúde fragilizada e debilitada pela idade, Anita passou seus últimos dias internada sob cuidados médicos. A família agradeceu as manifestações de carinho e pediu privacidade neste momento.
Nascida em 26 de fevereiro de 1944, na Suíça, Anita conheceu o Brasil ainda jovem, durante pesquisas acadêmicas sobre o canto de aves na Serra da Canastra, em Minas Gerais. Mais tarde, ao visitar a região de Pedra Talhada, entre Alagoas e Pernambuco, decidiu abraçar a missão de preservar a floresta e engajar comunidades locais.
Graças à sua determinação, em 1989 foi criada a Reserva Biológica de Pedra Talhada, hoje símbolo de proteção da biodiversidade brasileira. Por meio da Nordesta, associação fundada por ela, já foram plantadas mais de dois milhões de árvores nativas nas bacias dos rios Mundaú e Paraíba, em Alagoas, fortalecendo as matas ciliares e a recomposição de áreas degradadas.
A Nordesta divulgou nota de pesar na qual descreve Anita como “muito mais que fundadora, mãe para todos, sempre acolhendo cada pessoa debaixo de suas asas”. O texto afirma que sua vida teve um só propósito: defender a natureza e lutar pelo que é justo.
Anita estava com viagem marcada ao Brasil no dia 25 de setembro, quando participaria de atividades em alusão ao Dia da Árvore. Também estavam em sua agenda a inauguração da Reserva Florestal Comunitária de Quebrangulo, conhecida como “Mata da Suíça”, e o Fórum Estadual de Mudanças Climáticas de Alagoas, programados para outubro.
Segundo o presidente internacional da Nordesta e filho de Anita, Adrien Chardet, os eventos serão mantidos como forma de homenagem: “Temos agora uma inspiração maior, que é continuar os planos de celebrar o legado da Sra. Anita Studer”.
Sua trajetória transformou paisagens e consciências. De cada árvore replantada a cada criança ensinada a cuidar da terra, Anita deixa um legado que seguirá vivo nas florestas e no coração de quem acredita na preservação ambiental.







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