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“Assassinato de jornalistas em Gaza não é erro: é método”, afirma The Intercept Brasil

por | 31 ago, 2025

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Palestinos carregam o corpo do câmera Hussam al-Masri, que era contratado da Reuters – mesma agência responsável por esta foto. (Foto: Reuters/Folhapress)

O site The Intercept Brasil afirma que o recente ataque israelense contra uma tenda de imprensa em frente ao Hospital al-Shifa não pode ser tratado como um erro, mas sim como parte de uma política deliberada e repetida.

O ataque resultou na morte do jornalista Anas al-Sharif, da Al-Jazeera, e de outros três profissionais – Mohammed Noufal, Ibrahim Zaher e Mohammed Qreiqeh –, confirmando um padrão de hostilidade direta ao jornalismo.

Em seguida, outro ataque aéreo duplo atingiu o Hospital Nasser, no sul de Gaza, matando quatro jornalistas imediatamente, além de outros que faleceram por conta dos ferimentos horas depois.

Entre os mortos estavam Mariam Abu Daqqa (Independent e Associated Press), Mohammad Salama (Al-Jazeera), Moaz Abu Taha (NBC News), Hussam Al-Masri (Reuters) e Ahmed Abu Aziz (Middle East Eye).

A ação resultou em ao menos 21 mortes, incluindo profissionais de saúde que tentavam socorrer os feridos após o primeiro ataque.

Desde outubro de 2023, mais de 270 jornalistas foram mortos em Gaza, segundo o levantamento do The Intercept Brasil.

A reportagem ressalta que, apesar desse massacre persistente, a imprensa ocidental e governos internacionais continuam a ignorar o caráter sistemático dos ataques.

O texto enfatiza que essas mortes não são golpes fortuitos de conflito, mas sim uma consequência direta do regime colonial e do apartheid implementado contra a Palestina há 77 anos.

Neste contexto, o assassinato de jornalistas é descrito como parte intrínseca dessa estrutura opressiva.

A reportagem critica tanto a cobertura internacional quanto as reações políticas, ao expor que a ausência de condenações firmes e de investigações claras cria um ambiente permissivo para ações repetidas contra profissionais da imprensa.

O The Intercept Brasil convoca a sociedade global a não tratar os ataques como meros acidentes, mas a reconhecê-los como uma metodologia de silenciamento e controle sobre quem informa os acontecimentos no terreno.

A narrativa reconstruída aponta que os atentados ocorrem em hospitais, locais protegidos mesmo em cenários de guerra, o que torna o fato ainda mais grave.

Atacar imprensa em tais contextos não é apenas inaceitável, mas uma flagrante violação às regras humanitárias.

Em síntese, o Intercept denuncia que os assassinatos de jornalistas em Gaza revelam uma estratégia constante e direcionada.

O reconhecimento dessa brutalidade é fundamental para que ações de responsabilização e proteção da imprensa sejam articuladas internacionalmente.

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