quinta-feira, 02 julho 2026
Céu limpo
Maceió
26°C
Céu limpo
Céu limpo
Maceió
26°C
Céu limpo

Igreja Universal avança sobre as polícias brasileiras: quando a fé torna-se poder

por | 1 set, 2025

ESPALHE A NOTÍCIA
Link copiado para o Instagram!

Foto: Divulgação

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) tem demonstrado crescente influência sobre as corporações policiais brasileiras, configurando-se como uma política de cooptação explícita. Em um evento recente, a IURD reuniu mais de 100 mil policiais e familiares em seus templos em todo o país, incluindo comandantes-gerais das polícias militares de pelo menos 18 estados e do Distrito Federal, além de governadores e comandantes das Forças Armadas. Esse movimento evidencia a influência da igreja nas estruturas de segurança pública, colocando em xeque o princípio constitucional do Estado laico.

O Ministério Público, instituição responsável pelo controle externo das polícias, tem se mostrado omisso diante da infiltração da IURD nas corporações policiais. Essa presença permite que a igreja exerça uma influência indevida sobre as forças de segurança, comprometendo o princípio constitucional do Estado laico. Segundo apuração do Diário do Centro do Mundo (DCM), a IURD conta com uma rede de aproximadamente 20 mil “capelães” atuando em batalhões e unidades das polícias militares e civis em todo o país.

Essa expansão da IURD sobre as corporações policiais representa um dos instrumentos mais letais dentro das próprias forças, ao permitir que algumas unidades avancem na doutrinação religiosa de seus integrantes, prática que não faz parte da formação oficial das forças de segurança. A falta de ação efetiva das autoridades para coibir essa infiltração evidencia uma falha no cumprimento do que determina a Constituição Federal, que estabelece o Estado brasileiro como laico e garante a separação entre instituições religiosas e o poder público.

Não se pode negar que essa doutrinação massiva faz parte do programa da extrema-direita no Brasil. As corporações militares e policiais funcionam como espaços de poder e de cooptação, sendo utilizadas como instrumentos para confrontar e enfraquecer a democracia.

O Ministério Público, responsável pelo controle externo das polícias, tem se mostrado inerte diante dessa infiltração, permitindo que a IURD avance em suas práticas de doutrinação dentro das corporações. Essa omissão não apenas subverte a laicidade do Estado, mas compromete a integridade das forças de segurança, transformando espaços públicos que deveriam servir à proteção da sociedade em instrumentos de controle ideológico e político de denominação religiosa.

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *