O empresário José Roberto Marinho, presidente da Fundação Roberto Marinho e vice-presidente do Conselho do Grupo Globo, oficialmente deixou o quadro societário da empresa Mangaba Cultivo de Coco, responsável por um ambicioso, porém controverso, projeto imobiliário na Ilha de Boipeba, no município de Cairu (BA). A informação foi divulgada em 29 de agosto de 2025 pelo portal Muita Informação.
Com a saída “amigável” — conforme comunicado veiculado — Marinho se afastou também da administração da Fazenda Ponta dos Castelhanos, uma área que chegou a ser alvo de críticas por supostamente ocupar cerca de 20% da ilha. A partir de então, a gestão da Mangaba Cultivo de Coco passa a ser conduzida por Marcelo Pradez de Faria Stallone.

A Constituição determina que áreas em ilhas, quando não têm a sede da cidade, pertencem à União – e têm um regime específico de propriedade. É o caso de Boipeba | Cleber Sandes/Folhapress
O empreendimento, que inicialmente previa ocupação de mais de 16 milhões de metros quadrados (equivalente a 20% de Boipeba), inclui projetos ambiciosos como campos de golfe, aeródromo com pista para aviões de pequeno porte e uma “Pousada 03” situada em região de desova de tartarugas marinhas, acompanhada pelo Projeto Tamar.
Essas propostas geraram forte repercussão e levaram a uma intervenção governamental que suspendeu a autorização do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) para execução das obras.






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