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Natal deve injetar R$ 85,1 milhões na economia de Maceió, aponta Fecomércio AL

por | 17 dez, 2025

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Foto: Divulgação

As festividades natalinas de 2025 devem movimentar R$ 85,1 milhões na economia de Maceió, segundo a Pesquisa de Intenção de Consumo no Natal, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), por meio do Instituto Fecomércio AL. O montante resulta da soma dos gastos com presentes (R$ 57,4 milhões) e comemorações (R$ 27,7 milhões), confirmando o Natal como a principal data do calendário varejista da capital alagoana.

De acordo com o levantamento, 66,8% dos consumidores afirmaram que pretendem comprar presentes neste período. Com um tíquete médio estimado em R$ 332,59, as compras devem gerar um volume financeiro de R$ 57,4 milhões, o que representa um crescimento nominal de R$ 2,9 milhões em relação ao ano anterior, equivalente a uma alta de 5,3%.

Já os gastos com comemorações foram mensurados pela primeira vez na pesquisa natalina. Os dados mostram que 93,2% dos entrevistados pretendem realizar algum tipo de celebração, com um tíquete médio de R$ 114,89, resultando em uma movimentação projetada de R$ 27,7 milhões apenas com confraternizações.

Para o presidente da Fecomércio AL, Adeildo Sotero, o período é decisivo para o setor. “Os últimos meses do ano são bem relevantes para o comércio. O aumento do consumo, impulsionado pelas compras de Natal e pelo décimo terceiro salário, fortalece o caixa das empresas, movimenta a economia e cria melhores condições para que os empresários iniciem o ano com maior capacidade de investimento”, destaca.

Vestuário lidera intenções de compra e maioria vai se autopresentear

Entre os produtos mais procurados, itens de vestuário — como roupas, sandálias, bonés e óculos — concentram 48,3% das intenções de compra. Em seguida aparecem os eletrônicos (23,8%) e os brinquedos (13,6%). Outros itens, como eletrodomésticos (5,4%), cosméticos e produtos de beleza (4,1%), utensílios domésticos (2,0%), cestas de Natal (1,4%) e livros ou jogos (1,4%), registram participação menor.

O perfil de consumo indica preferência por produtos de uso pessoal. A maioria dos entrevistados declarou que pretende se autopresentear (31,1%). Na sequência aparecem os filhos (21,7%), cônjuges (12,4%), sobrinhos (11%), afilhados (6,8%), netos (5,6%) e pais (5,1%).

Shoppings e Centro concentram compras, mas comércio online avança

Na escolha dos locais de compra, os shoppings lideram com 40,1% das intenções, seguidos pelo Centro de Maceió, com 30%. O comércio online apresentou avanço significativo, passando de 14,08% em 2024 para 23,3% em 2025, consolidando-se como uma alternativa cada vez mais relevante. Lojas de rua e de bairro (3,7%), supermercados e hipermercados (2,4%) e feiras ou comércio informal (0,2%) aparecem com menor participação.

Em relação aos valores, 65,6% dos consumidores pretendem gastar entre R$ 101 e R$ 500. O cartão de crédito será o principal meio de pagamento, seja parcelado (26,7%), no débito (23,4%) ou no rotativo (9,7%). O PIX também ganha destaque, concentrando 34,4% das intenções.

Comemorações reforçam o caráter familiar do Natal

No que diz respeito às celebrações, a pesquisa aponta que o Natal seguirá marcado pelo convívio familiar. As casas de parentes (41,0%) e a própria residência (35,7%) são os locais mais citados para as comemorações. Casas de amigos (12,4%) e igrejas (7,7%) aparecem em seguida, enquanto clubes e praias (1,3%), restaurantes (1,1%), viagens (0,5%) e shoppings (0,3%) registram participação reduzida.

Os gastos com as comemorações variam, com valores que vão de R$ 50 (8,1%) a acima de R$ 400 (8,4%), sendo a faixa mais comum entre R$ 101 e R$ 200 (21,7%).

Apesar da movimentação expressiva, o assessor econômico do Instituto Fecomércio AL, Lucas Sorgato, avalia que os dados apontam para um consumo mais planejado e seletivo em 2025. Segundo ele, mesmo com a menor taxa de desemprego dos últimos 13 anos e aumento real do salário, fatores como inflação próxima da meta (4,46%), juros elevados (15%) e alto nível de endividamento das famílias (76,7%) contribuem para um avanço mais contido do consumo.

“O Natal continua sendo a principal data do varejo, mas o crescimento ocorre de forma gradual, refletindo a postura cautelosa das famílias alagoanas diante do cenário econômico”, conclui Sorgato.

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