A jornalista Natuza Nery, uma das vozes mais respeitadas do jornalismo político brasileiro, fez uma declaração direta e impactante na GloboNews:
“Sinceramente, acho que, se eu fosse o Lula, eu rasgava a fantasia. Iria dizer: ‘estou aqui sendo sequestrado, e os meus sequestradores estão ali’.”
A frase resume o que muitos evitam dizer em voz alta: o governo Lula está sendo politicamente bloqueado por um Congresso que age como instrumento das elites econômicas, sabotando medidas voltadas à justiça fiscal e à redução da desigualdade.
A gota d’água foi a derrubada do decreto que aumentava o IOF para super-ricos. Com 383 votos contra, a Câmara mostrou que a maioria aliada só se sustenta para proteger privilégios, não para apoiar políticas públicas.
Ao chamar os parlamentares de “sequestradores”, Natuza deu nome ao jogo: um parlamentarismo branco, onde o Executivo só governa se submeter ao poder de chantagem da maioria. Lula, que já entregou ministérios, cargos e bancos, enfrenta agora um Congresso que quer o orçamento, o comando e o silêncio.
A democracia não pode se curvar a esse tipo de poder. Se o presidente eleito não pode governar, não é apenas o governo que está em risco — é o próprio pacto constitucional que está sendo rasgado, com o país inteiro assistindo.





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