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Morre o Padre Manoel Henrique

por | 9 out, 2022

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Padre Manoel Henrique | Divulgação

A comunidade católica alagoana está de luto. Morreu, na manhã deste domingo (9), o padre Manoel Henrique, aos 77 anos. Nascido em Maceió (1º/05/1945), ele estava internado desde a última quinta-feira (6), na Santa Casa de Misericórdia de Maceió.

O padre foi internado na UTI com um quadro de distensão abdominal, vômito e soluço. Durante os exames, o religioso também foi diagnosticado com um aneurisma na aorta em tamanho elevado.

Manoel Henrique de Santana foi o primeiro presidente da Comissão Estadual da Memória e Verdade Jayme Miranda, criada pela Lei Estadual nº 7.407, de 23 de agosto de 2012, de autoria do deputado Judson Cabral.

Era um religioso comprometido com as ações sociais da Igreja Católica. Foi pároco da Igreja de São Pedro Apóstolo, na Ponta Verde, em Maceió. As suas últimas atividades foram na comunidade do bairro Osman Loureiro.

Manoel Henrique era identificado como um dos padres vinculados à ala progressista da Igreja Católica em Alagoas.

Padre ouve depoimento de Elza Rocha de Miranda, viúva do jornalista Jayme Miranda, na Comissão da Verdade | Arquivo

Escritor, padre. Filho de Joel Santana e Letícia de Melo Santana. Fez licenciatura em Filosofia, Ciências e Letras; foi bacharel em Teologia, pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora Assunção-SP e especializou-se em Ensino Religioso pela Universidade Federal de Alagoa (Ufal), em 1999.

Seu currículo inclui mestrado em Ciências da Religião – Unicap (2007) e doutorado em Letras e Linguística pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da PUC-Minas, com período cotutela na Université Stendhal-Grenoble III, França (2014).

Manoel Henrique foi professor de graduação e pós-graduação no Cesmac; membro coordenador da Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz; membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos de Alagoas; presbítero na Igreja Católica, onde foi Pároco e Vigário Episcopal.

Padre Manoel Henrique durante o depoimento da assistente social Maria Lúcia de Souza Carvalho Couto à Comissão da Verdade | Arquivo

Obras:

Sonhos de Uma Caminhada, Porto Alegre, 1993;

Festa da Padroeira, Fenômeno Dessa Religiosidade Popular nas Cidades de Pilar e Marechal Deodoro, Maceió: Ed. Catavento, 2001, juntamente com Lúcia Maria Corrêa Cordeiro, ilustrações de Tânia Pedrosa;

Do Anátema ao Acolhimento Pastoral – Da Condenação e Exclusão Eclesial do Padre Cícero do Juazeiro à sua Reabilitação Histórica,  Maceió, 2008;

Padre Cícero do Juazeiro, Condenação e Exclusão Eclesial à Reabilitação Histórica, Maceió: Edufal, 2009;

Práticas Simbólicas: Uma Análise Discursiva de Mitos, Ritos e Prédicas da Religiosidade Popular, Maceió: CESMAC, 2018;

Festa à Vista!, in Arte Popular de Alagoas, de Tânia Pedrosa, p. 146-147. Com Festa à Vista participou da Antologia de Escritores Alagoanos, Uedison Nomeriano (org.), Maceió: Grafmarques, 2005, p. 70-71.

*Com ABC das Alagoas

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