
Foto: Agência Alagoas
Alagoas registrou, no primeiro trimestre de 2026, o menor número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) de toda a série histórica iniciada em 2012. De acordo com dados do Núcleo de Estatística e Análise Criminal (Neac), da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), foram contabilizados 221 casos entre janeiro e março, contra 618 no início da série — uma redução de 64,23%.
Na comparação com o mesmo período de 2025, quando houve 266 registros, a queda foi de 17%. Já em relação a 2017, que somou 558 casos no primeiro trimestre, a redução chega a 60,4%. Os CVLIs englobam homicídios dolosos, feminicídios, lesão corporal seguida de morte e latrocínios.
Segundo o secretário da Segurança Pública, Flávio Saraiva, o resultado é consequência da atuação coordenada entre as forças policiais e do uso estratégico da inteligência.
“As agências de inteligência atuam de forma coordenada, qualificando a análise dos dados e direcionando as ações em campo. O uso das informações, aliado à participação da população por meio do Disque-Denúncia, tem contribuído para a localização e prisão de suspeitos e foragidos, inclusive aqueles incluídos na lista dos mais procurados do estado”, afirmou.
Nas maiores cidades, os indicadores também seguem em queda. Em Maceió, foram registrados 82 CVLIs no trimestre, praticamente estável em relação aos 83 casos do mesmo período de 2025, mas com redução de 65,25% frente a 2012, quando houve 236 ocorrências.
Em Arapiraca, o número caiu para 15 casos nos três primeiros meses de 2026, contra 37 no início da série histórica, representando uma retração de 59,4%. Em relação ao ano passado, quando foram registrados 16 casos, a queda foi de 6,25%.
O mês de março também apresentou o menor índice da série histórica. Foram 60 ocorrências em 2026, contra 205 em 2012 — uma redução de 70,7%. Na comparação com março do ano passado, que teve 86 casos, a queda foi de 30,2%.
Em relação aos feminicídios, o estado registrou sete casos no primeiro trimestre deste ano, um a menos que no mesmo período de 2025. Desde 2016, primeiro ano após a tipificação do crime, quando houve 11 registros, a redução é de 36,36%.
De acordo com o secretário, o governo tem ampliado as ações voltadas à proteção das mulheres, com reforço na estrutura de atendimento e monitoramento de agressores.
“Está em fase final a implantação do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da Mulher, no Benedito Bentes, ampliando a estrutura de atendimento especializado. Também avançamos em medidas de monitoramento de agressores, com a aquisição de tornozeleiras eletrônicas, ampliando a política de enfrentamento à violência contra a mulher”, destacou.





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