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Moradores de Guaxuma enfrentam segundo “pesadelo” com projeto de estação elevatória

por | 17 ago, 2020

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Mapa revela local onde estação elevatória deve ser construída | Reprodução

Depois de conseguirem evitar o desmatamento de uma área verde no bairro, em consequência da duplicação da rodovia AL-101 Norte, os moradores de Guaxuma, agora, enfrentam outra batalha.

Eles ficaram sabendo que uma estação elevatória – a ser formada por um grande reservatório de esgotos, um conjunto de duas bombas submersas e um gerador elétrico – deve ser construída em sua única área pública de lazer, em pleno coração do conjunto, onde existe um adensamento de imóveis residenciais.

Em ofício endereçado ao prefeito Rui Palmeira, a Associação dos Moradores dos Loteamentos Gurguri e Guaxuma (AMGG) manifesta preocupação com a obra e lamenta o que chama de falta de diálogo na elaboração do projeto.

“Tal equipamento por si só já suscitou desde o primeiro momento a preocupação da população local visto que, em nenhum momento, esta tomou conhecimento antecipado de qualquer detalhe dessa decisão adotada unilateralmente pela Prefeitura de Maceió e outros entes governamentais envolvidos na chamada obra de esgotamento sanitário do Litoral Norte”, diz o texto.

De acordo com a associação, modificações no projeto original resultarão na concentração de todo o esgoto a ser coletado no Conjunto Elias Bonfim e nos prédios construídos ou a serem construídos na orla de Guaxuma, “exatamente nos locais de maior significado comunitário dos nossos loteamentos que, assim, seriam duramente penalizados exatamente pelo fato de terem optado e mantido um modelo unifamiliar de ocupação do solo urbano com excelente nível de cuidado – visto que não temos problemas de esgoto a céu aberto – e visível nível de bem estar coletivo”.

Assim como conseguiu que o projeto de duplicação da AL-101 Norte fosse modificado pelo governo do Estado, para preservar a área verde, os moradores manifestaram a intenção de dialogar, desta vez, com o Município, para contornar essa situação.

“A AMGG não se contrapõe e nunca se contrapôs ao saneamento do Litoral Norte, mas tão somente às decisões unilaterais e impositivas de determinados aspectos lamentáveis inseridos sem conhecimento público no projeto de implantação da pretendida rede coletora de esgotos”, concluem os moradores.

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