segunda-feira, 29 junho 2026
Nublado
Maceió
24°C
Nublado
Nublado
Maceió
24°C
Nublado

Há cinco anos, na linha de frente contra a Covid

por | 11 set, 2025

ESPALHE A NOTÍCIA
Link copiado para o Instagram!

Reprodução

Por Wado e Fernando Coelho, do Massaroca

Ninguém ficou impune. Ninguém saiu incólume. Com o nosso empurrãozinho – e a irresponsabilidade criminosa do então presidente da República –, o coronavírus foi implacável. Atingiu até em quem não tocou. Acertou até em quem não acreditou. Mas no “tique-toque” dos novos tempos, a tragédia recente parece mais distante do que sempre.

Há pouco mais de cinco anos, em 9 de setembro de 2020, o Governo Federal anunciava a primeira redução no número de mortes por Covid-19 na pandemia que assolou e assombrou o mundo. Ainda sem sinal de vacina, o sopro de esperança não amenizava o medo e a dor. O pesadelo iniciado em março daquele ano continuava.

A regra era clara: ficar em casa. Como jornalista, precisei entrar em campo. Informação salvava vidas e lá fui eu para a linha de frente. O convite da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), por meio dos jornalistas Enio Lins e Milena Andrade, demandou a elaboração de textos e reportagens especiais, intervenção na comunicação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e participação no Comitê Gestor de Crise. Foi luta. Uma guerra de muitas batalhas.

De largada, a sensação era a de início do segundo tempo – da prorrogação. Estávamos perdendo. A vitória só viria em equipe. Lance de jogada coletiva. Graças à condução arrojada do Executivo estadual e à dedicação exaustiva de diversos grupos profissionais – em especial da área médica –, Alagoas foi destaque no combate à infecção generalizada.

Ao enquadrar o ano redondamente quebrado da pandemia, lembro dos muitos que partiram. Parentes, amigos e parentes de amigos. Ficamos sós e choramos juntos. Com a chegada da vacina, o sorriso finalmente abriu.

Nunca esqueci o texto do jornalista Pedro Vedova, em reportagem veiculada no Jornal Hoje: “2020 é para se esquecer em muitos quesitos. Mas também para lembrar que uma árvore sempre brota em terra arrasada”. Cinco anos depois, vejo quanta gente bacana ficou e outro tanto que chegou para ficar. Uns mais de perto do que outros. Todos igualmente importantes.

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *