O objetivo da ação é assegurar a reparação integral dos comerciantes e trabalhadores que, embora situados fora do perímetro de risco oficialmente mapeado, sofreram a chamada “morte econômica” em decorrência do colapso geológico causado pela mineradora.
A ACP demonstra que cerca de 2 mil empreendedores, formais e informais, foram atingidos por danos diretos e indiretos, conforme previsto no Código de Mineração e na Política Nacional do Meio Ambiente. O impacto na região é descrito como “brutal”, resultando em queda drástica de faturamento, perda de clientela, total desvalorização de imóveis e a ruptura de projetos de vida.
O estudo apresentado na ação revela o esvaziamento urbano, a crescente insegurança e o adoecimento psicológico enfrentado por bairros adjacentes, incluindo Bebedouro, Pinheiro, Farol, Bom Parto, Vila Saen, Gruta, Pitanguinha e Chã da Jaqueira. A consequência direta tem sido o fechamento sucessivo de diversos estabelecimentos comerciais.
A Defensoria Pública requer que a Justiça reconheça a responsabilidade integral da Braskem e determine a indenização por:
- Dano emergente;
- Lucros cessantes permanentes;
- Perda do fundo de comércio;
- Danos morais individuais e coletivos.
Além disso, a ACP solicita medidas urgentes que visem evitar o colapso econômico completo da região. A ação é taxativa ao afirmar que a Braskem “não destruiu apenas casas”, mas sim “um ecossistema econômico inteiro”, reforçando o princípio de que “quem destrói, repara”.







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