O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro permanecerá detido em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, para iniciar o cumprimento da pena de 27 anos e três meses decorrente da condenação pela trama golpista.
A prisão é preventiva e foi motivada por uma violação da tornozeleira eletrônica. Em audiência de custódia, Bolsonaro admitiu ter tentado inutilizar o equipamento, afirmando que agiu por “paranoia”, causada, segundo ele, por medicações que estaria tomando. Moraes também apontou que a vigília convocada por apoiadores nas proximidades da residência do ex-presidente — ação incentivada pelo senador Flávio Bolsonaro — poderia facilitar uma eventual tentativa de fuga.
O espaço onde Bolsonaro permanecerá tem cerca de 12 metros quadrados, foi reformado recentemente e conta com cama de solteiro, mesa, armários, televisão, frigobar, ar-condicionado e banheiro privativo.
Na decisão, Moraes reiterou que a manutenção da prisão é necessária para “garantir a aplicação da lei penal”, considerando o descumprimento das medidas cautelares anteriormente impostas ao ex-presidente.






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