quinta-feira 9 de janeiro de 2025

PF cumpre mandados em Alagoas contra lavagem de dinheiro do tráfico

Operação Espelho Branco 2 também teve alvos em São Paulo e no Ceará

12 de agosto de 2022 11:24 por Da Redação

Foto: Divulgação/Polícia Federal

A operação Espelho Branco 2, deflagrada na manhã desta sexta-feira (12) pela Polícia Federal, teve mandados cumpridos em Alagoas, Ceará e São Paulo. No total, 60 agentes foram mobilizados para combater um esquema criminoso de lavagem de dinheiro decorrente do tráfico de drogas e outros crimes.

Foram nove mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária, além de mandados de sequestro de bens e valores, expedidos pela Justiça Federal, em domicílios investigados em Fortaleza-CE, Eusébio-CE, Aquiraz-CE, Itarema-CE, Santa Quitéria-CE, São Paulo-SP e Maceió-AL.

As buscas tiveram como objetivo a apreensão de documentos e mídias para instrução de Inquérito Policial para individualização da atuação dos suspeitos, participação de terceiros e interpostas pessoas (laranjas), bem como levantamento integral e apreensão de valores e patrimônio ilícito movimentado, decorrente de lucros de crimes anteriores.

A primeira fase da operação foi deflagrada em novembro de 2021, com a prisão de liderança da facção criminosa e cumprimento de mandados de busca em 3 residências em condomínios de luxo em Eusébio-CE e Fortaleza-CE.

Uma delas adquirida pelo suspeito por R$ 3,6 milhões. As investigações desenvolvidas na segunda fase da operação apontaram indícios de atuação da organização criminosa no Ceará para dissimulação da propriedade de bens e para movimentação de recursos ilícitos, bem como integração no mercado formal de recursos oriundos do tráfico de drogas e outros crimes antecedentes.

Ocultação da origem dos recursos

Identificou-se uma teia criminosa com atuação dos investigados para ocultar origem ilícita de recursos através de transações comerciais com valores expressivos, entrelaçamento e confusão nos negócios; uso de documentos falsos e interpostas pessoas; reuniões de criminosos em hotéis e condomínios de luxo e investimentos em empresas com atos dos suspeitos que ostentavam riqueza de forma incompatível com qualquer atividade lícita.

Os investigados, a partir da individualização das suas condutas e da colheita de indícios e provas na operação policial, poderão responder pelo cometimento dos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de drogas, com penas de até 40 anos de reclusão.

Foi determinado judicialmente o bloqueio de valores nas contas dos suspeitos, sequestro de imóveis de luxo em valores superiores a R$ 5 milhões e veículos em valores superiores a R$ 2 milhões.

O nome da operação remete às identificações falsas utilizadas pelos investigados. As investigações continuam, com análise do fluxo financeiro dos suspeitos e do material apreendido.

*Com Ascom/PF

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