terça-feira, 09 junho 2026
Nuvens dispersas
Maceió
26°C
Nuvens dispersas
Nuvens dispersas
Maceió
26°C
Nuvens dispersas

CNJ dá 72 horas para desembargador Klever Loureiro se manifestar sobre suposto favorecimento à família de João Lyra na falência da Laginha

por | 24 set, 2020

ESPALHE A NOTÍCIA
Link copiado para o Instagram!

Usineiro João Lyra acumula dívidas superiores a R$ 2 bilhões

Thania Valença – Sob a acusação de favorecimento à família do empresário João Lyra, credores da Usina Laginha, falida desde 2014, pediram que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afaste o relator do caso, desembargador Klever Rêgo Loureiro. A usina acumula um passivo de R$ 1,5 bilhão.

O pedido foi atendido e o CNJ deu um prazo de 72 horas para que o magistrado preste esclarecimentos diante das graves denúncias. Ao Tribunal de Justiça de Alagoas, por meio de um pedido de providências expedido hoje (24), o conselheiro André Godinho, relator do caso, deu o mesmo prazo para que registre a existência de eventuais processos administrativos disciplinares para apuração das condutas do desembargador Klever Rego Loureiro no âmbito da Corte.

“A intenção é cristalina: tentar evitar o pagamento de credores na forma da lei, viabilizar a redução da importância a eles destinada e reverter o maior número de ativos para o Falido”, diz o texto do documento encaminhado ontem (23), pelos denunciantes, ao CNJ.

O desembargador Klever Loureiro é o próximo presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).

Eleito próximo presidente do TJAL, Kléver Loureiro pode ser alvo de procedimento no CNJ
Foto: Divulgação

O caso

Segundo o site www.epoca.globo.com, que divulgou a informação, na semana passada, o desembargador Klever Loureiro acolheu um pedido de Lourdinha Lyra, filha de João Lyra, e afastou o administrador judicial do processo de falência. O magistrado também suspendeu o pagamento aos credores.

O desembargador alegou ter “desconfortos pessoais” com o antigo administrador judicial e em seu lugar nomeou outro que disse fazer um “brilhante trabalho”. Os credores reclamam que Loureiro trocou a empresa de Minas Gerais, que vinha administrando a massa falida da Laginha, por um homem que nunca desempenhou essa função e responde a um processo por improbidade administrativa.

O homem, seria o ex-diretor financeiro do Instituto da Previdência do município de Porto de Pedras, no Litoral Sul de Alagoas, Julius César Lopes Vasconcelos. Junto com a então prefeita Camila Farias, e outros, Julius César é acusado de fraudes contra o Instituto Municipal de Previdência de Porto de Pedras, que teria causado prejuízo de R$ 2.294.944,, conforme denúncia da Promotoria de Justiça do município.

*Com Eduardo Barretto

Veja a reportagem do site epoca.globo.com:

https://epoca.globo.com/guilherme-amado/presidente-do-tj-al-acusado-no-cnj-de-favorecer-familia-lyra-24657062

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *