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Profissionais demitidos da OAM temem calote de Fernando Collor

por | 3 abr, 2022

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Administrador judicial identificou dívida de R$ 24,5 milhões de Collor, com ex-gazeteanos

Cerca de 230 profissionais de comunicação estão mobilizados para conseguir que a Organização Arnon de Mello, de propriedade do senador Fernando Collor (Pros/AL), pague as indenizações a que têm direito. Demitidos a cerca de 2 anos, até agora os ex-gazeteanos não receberam as indenizações previstas em lei, mesmo com decisão da Justiça do Trabalho transitada em julgado, ou seja, com decisão favorável aos trabalhadores. Nem mesmo verbas indenizatórias como FGTS foram pagas.

Eles estão se mobilizando para participar, no próximo dia 12, da assembleia em que o administrador judicial, que é da Consultoria Empresarial Lindoso & Araújo, vai apresentar ao juiz da Recuperação Judicial, Erick Costa de Oliveira Filho, da 10ª Vara da Capital, o plano que tem para cumprir a decisão da Justiça do Trabalho que estabeleceu a correção dos valores das indenizações devidas pelas Gazeta’s.

Para retardar o pagamento de seus ex-funcionários, Collor valeu-se da Lei 11.101/2005, que “regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária”.

“Para não cumprir suas obrigações, as empresas de Fernando Collor recorreram à recuperação judicial, assumindo, perante a Justiça, o compromisso de que vai colocar suas contas em dia para não ir à falência. Só que querem pagar apenas a metade do valor que devem aos profissionais. E pagar em parcelas” – reclamam os credores das Gazeta’s.

São mais de 200 trabalhadores, demitidos depois de uma greve em que reivindicavam salários atrasados, e que foi julgada legal pela Justiça do Trabalho. Muitos, ressalta a Comissão de Mobilização dos Credores da OAM, temem enfrentar dificuldades no momento em que buscarem a aposentadoria, já que o dinheiro descontado em seus salários para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) não foi repassado à Previdência.

“Um dinheiro que não é da empresa, mas do próprio trabalhador. Nem o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), uma reserva que o empregado dispõe para se manter até conseguir outro emprego, foi pago pelas empresas de Fernando Collor” – reclamam os profissionais.

 

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