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Venda do Hotel Jatiúca a construtora esconde grande prejuízo para Maceió

por | 30 out, 2023

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Hotel Jatiúca | Divulgação

Anunciada com toda pompa nesse fim de semana, a venda do Hotel Jatiúca à Construtora Record, que promete transformar uma das mais belas áreas da orla de Maceió em um local “mais democrático e moderno”, para “alagoanos e turistas”, pode e deve ser alvo de contestação.

Detalhes do projeto não foram divulgados, por “questões contratuais”, e nem os valores da transação, cujas proporções podem ser imaginadas devido à localização privilegiada do empreendimento.

O motivo pelo qual o Hotel Jatiúca não poderia ser vendido, pelo menos a metade da área – aquela que dá para praia –, é porque o terreno foi praticamente doado pelo Estado ao grupo Lundgren, de Pernambuco, pela gestão do então governador Guilherme Palmeira, na década de 1970. O mesmo incentivo foi dado ao Hotel Luxor, na época.

O grupo paulista pagou um preço simbólico pelo terreno, algo em torno de R$ 50 mil a R$ 100 mil nos valores atuais. Para justificar o desembolso de dinheiro público, o grupo comprou a outra parte das terras, transformando uma área belíssima, onde fica a famosa Lagoa da Anta, em uma “selva de pedra”. Especula-se que o hotel dará lugar a empreendimentos imobiliários.

Agora, o maceioense corre o risco de perder um dos seus principais cartões postais para uma casta privilegiada, numa transação feita em cima de uma área pública praticamente doada à iniciativa privada. Com a palavra, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL).

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