domingo 6 de abril de 2025

Bolsonaro tenta esconder mortes por Covid-19, recebe críticas e é alvo de reações

8 de junho de 2020 3:02 por Marcos Berillo

Após vários dias sonegando dados sobre os números de casos confirmados e mortes por coronavírus (Covid-19) no Brasil, o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) promove uma grande confusão em relação à estatística sobre o impacto da doença no país.

Nesse domingo (7), o Ministério da Saúde primeiro informou que foram registradas 1.382 mortes nas últimas 24h, mas não divulgou as mortes acumuladas desde o início da pandemia, em março. Com os números atualizados até quinta-feira, a soma seria de 37.312 óbitos.

Uma hora depois, fez pior, divulgou novos números e disse que haviam sido registrados 525 óbitos. Ou seja, uma diferença de 857 vítimas fatais da Covid-19. A soma do acumulado, portanto, caiu para 36.455.

O total de casos confirmados também foi alterado pelo Ministério. No primeiro balanço divulgou 12.581 casos em 24 horas. No segundo, 18.912 novos casos. Questionado, o ministério não informou a razão da divergência. Mas de acordo com o balanço das secretarias Estaduais de Saúde, o Brasil tem 36.505 mortes e 692.363 casos confirmados.

A falta de transparência e dados divergentes vêm sendo alvo de críticas de políticos, infectologistas e até da imprensa internacional porque a medida é autoritária e prejudica no enfrentamento da doença.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, (DEM-RJ), criticou nesta segunda-feira (8) a mudança na divulgação dos dados sobre mortes e casos do novo coronavírus. Em uma postagem nas redes sociais nesta madrugada, ele afirmou que “brincar com a morte é perverso” e que, ao alterar os números, o Ministério da Saúde “tapa o sol com a peneira”.

A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, acusou o governo federal e o Ministério da Saúde de maquiarem os dados de Covid-19 no Brasil. “O desespero de Bolsonaro por não ter enfrentado a crise como deveria está evidente. Depois do Centrão, a maquiagem”.

Alexandre Padilha (PT), deputado federal, médico e ex-ministro da Saúde de Dilma Rousseff, criticou a incapacidade do governo em enfrentar a crise sanitária. “Bolsonaro evidencia um projeto de mascarar dados naquilo que tá sendo ponto crucial da crise de seu governo.”

Reação ao governo

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso dos dados sobre uma pandemia, os veículos Globo, Extra, Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, G1 e UOL decidiram formar uma parceria e trabalhe de forma colaborativa para buscar como obter informações nos 26 Estados e no Distrito Federal.

O Conselho Nacional dos Secretários da Saúde já criou um novo site para atualizar os dados uma vez por dia. É o http://www.dadostransparentes.com.br/

Até o Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a afirmar à imprensa que faria a contagem com a ajuda dos tribunais estaduais.

Aglomerações

No Rio de Janeiro, neste fim de semana, foi registrado aglomerações nas orlas das praias e um baile funk no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio, dois dias após decreto do governo do estado flexibilizando a quarentena no Rio de Janeiro. O estado registra 6707 mortes e 67.756 casos de Covid-19.

Em Fortaleza, lojas tiveram muita fila e aglomerações no primeiro dia da Fase 1 do plano de retomada das atividades econômicas na capital, elaborado pelo Governo do Ceará. O estado tem mais de 64 mil casos e quase 4 mil mortes pela doença.

No Amazonas, caiu para 48% o número de mortos e internações por Covid-19 no Amazonas no período de 17 a 23 e de 24 a 30 de maio. Saiu de 205 para 107 óbitos confirmados pela doença, registra a FVS (Fundação de Vigilância em Saúde). Essa redução também foi observada em Manaus. O estado tem quase 50 mil casos da doença e 2.250 o total de mortes.

O estado de São Paulo já registrou neste domingo (7) 9.145 mortes provocadas pelo novo coronavírus. Foram 87 mortes confirmadas nas últimas 24 horas, segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde. Já o número de casos confirmados de contaminação da doença passou para 143.073, um acréscimo de 2.524 casos novos em 24h.

Fonte: Central Única dos Trabalhadores (CUT)

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