12 de novembro de 2020 3:08 por Geraldo de Majella



A pesquisa IBOPE divulgada ontem (11) mostra um quadro de indefinição entre os três candidatos a prefeito de Maceió. O candidato Alfredo Gaspar, com 26%, é o primeiro; JHC, com 22%, é o segundo colocado; e Davi Davino Filho é o terceiro, com 19%.
Alfredo e JHC empatam tecnicamente no limite da margem de erro. Davi Davino Filho e JHC também empatam no limite da margem de erro. A corrida eleitoral na reta final é para saber quem vai chegar ao segundo turno, e só existem duas vagas.
Davi Davino Filho mantém crescimento sustentável entre uma pesquisa e outra. Iniciou a campanha com 5%, subiu para 15% e agora alcançou 19%. Nas três pesquisas realizadas pelo IBOPE, foi o candidato que mais cresceu, mas não é possível avaliar se o seu crescimento será suficiente para leva-lo à disputa do segundo turno.
A novidade entre os candidatas(os) que não estão cotados para disputar o segundo turno é Valéria Correia (PSol). Foi a última candidatura a ser lançada e, mesmo com míseros 17 segundos de tempo no horário eleitoral, pontuou com 4%.
O indicativo de votos de Valéria Correia é pequeno, porém é o maior entre os candidatos de esquerda: Ricardo Barbosa (2%), Lenilda Luna(1%) e Cícero Filho, que não pontuou. Supera o ex-prefeito Cícero Almeida (DC), que tem 3%. Almeida tem 48% de rejeição e, nesse quesito, é primeiríssimo colocado.
O mundo ou o submundo das campanhas eleitorais aparece com força na reta final, quando os dossiês, vídeos e matérias produzidos pelos departamentos de contrainformação são veiculados nas redes sociais para desconstruir imagens de candidaturas concorrentes. Não há limite ético nem compaixão. Na disputa pelo poder, tudo (e mais alguma coisa) é utilizado para eliminar o(s) adversário (s). A sofisticação dos recursos tecnológicos foi o que efetivamente mudou. O uso das “fake news” é o lado B das grandes campanhas.
Programa de Governo e promessas, muitas delas feitas em campanha eleitoral, não são cumpridos, afinal quem os faz ou inventa não são as mesmas pessoas que irão administrar a cidade. Os marqueteiros transformados em gurus apenas viabilizam o show pirotécnico e aguçam os desejos da população, principalmente entre os mais pobres e que vivem em condições de vulnerabilidade nas grotas, favelas e bairros periféricos da cidade.
Ainda há muito tempo até o dia 15 de novembro para se mudar o lugar no pódio.