17 de novembro de 2020 2:22 por Geraldo de Majella

O capital político do deputado Davi Davino Filho cresceu vertiginosamente em menos de quarenta dias. Iniciou a campanha eleitoral com 5% das intenções de votos e chegou ao terceiro lugar com 97.409 votos, o que equivale a 25,51%.
As eleições de 2020 são o ensaio geral para 2022. O grupo político que apoia Davi Davino Filho é composto pelo deputado federal Arthur Lira e pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Vitor.
O segundo turno é outra eleição ‒ isso é consenso entre políticos e analistas. A terceira força que emergiu das urnas é relevante. Renan Calheiros e Rui Palmeira são adversários atuais e futuros, e o futuro é 2022.
Arthur Lira é candidatíssimo a governador e não deve apoiar Alfredo Gaspar, candidato oficial de Rui e Renan Filho. Mas não deve aderir à candidatura JHC pura e simplesmente. Nesse ambiente não há espaço para altruístas.
JHC, se quiser disputar com mais musculatura, terá de se entender com a terceira força, ou seja, deve sentar com Arthur Lira, Marcelo Vítor e Davi Davino Filho. O peso eleitoral e político da prefeitura de Maceió é muito grande para quem deseja disputar o governo de Alagoas. Por isso a aliança mais provável e lógica a ser construída será entre JHC e Davi Davino Filho.
O governador Renan Filho, nas redes sociais, elogiou o desempenho do candidato Davi Davino Filho. O afago é natural e positivo. Acontece que apoio no segundo turno não vem com afago. Davi agora representa uma força política muito maior do que Alfredo Gaspar. O ex-PGE foi lançado candidato pela imagem construída como “xerife” da Segurança Pública. Davi foi lançado candidato a prefeito por ser um jovem com inserção social nos bairros periféricos da cidade. Essa é uma das diferenças básicas.
Maceió é importante e ajuda a decidir as eleições de 2022, por isso quem tem o apoio da prefeitura garante um lugar no pódio. Isso não é segredo, todos os políticos sabem disso. A sorte está lançada.