sábado 5 de abril de 2025

Os arreganhos golpistas de Jair Bolsonaro

É chegada a hora de os governadores testarem a sua autoridade e controle sobre os comandos, e estes sobre as tropas.

25 de agosto de 2021 6:58 por Geraldo de Majella

Jair Bolsonaro. Foto: Evaristo Sá/AFP

Os arreganhos golpistas anunciados pelo presidente da República é quase um lugar-comum em suas falas. Acontece que as suas bases – as mais fiéis -, são os policiais militares, com quem mantém permanentes relações desde a campanha eleitoral. Essa é a cabeça de ponte do golpe. Ou pelo menos é a mais provável.

As polícias militares têm como comandante-em-chefe os governadores. É chegada a hora de os governadores testarem a sua autoridade e controle sobre os comandos, e estes sobre as tropas. Manter a cadeia de comando é vital entre os militares e uma das razões de sua existência.

A defesa do Estado Democrático de Direito é fundamental para a democracia. A conspiração golpista desenvolvida por Bolsonaro tem sido realizada à luz do dia. As manifestações públicas das lideranças políticas – e não são apenas as da esquerda, mas a maioria dos que são contra a ruptura constitucional – não têm sido fortes o suficiente para criar na sociedade um movimento de massas que vá além da resistência, implicando a repulsa ao autoritarismo.

Os governadores de oposição têm sido as primeiras vítimas dos golpistas castrenses (militares), seja mediante motins, seja por meio de greves violentas. Todos esses arreganhos têm sido anunciados por policiais militares, da ativa ou da reserva, em falas que reverberam nos parlamentos através dos seus representantes eleitos.

Os democratas e os movimentos sociais não podem ficar esperando pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para punir golpistas. O STF tem agido com rapidez no sentido de resguardar a ordem democrática, mas os próximos quinze dias terão de ser de intensa mobilização da opinião pública em defesa da democracia.

O trabalho de articulação política nas diversas frentes é essencial para unir todos os segmentos que defendem a democracia e o Estado de Direito. Sem essa pré-condição não serão possíveis eleições livres e a sobrevivência da democracia.

O papel dos governadores tem sido relevante na resistência à política genocida de Bolsonaro durante a pandemia, mas chegou a hora de união pela sobrevivência de todos como atores políticos, e do Brasil como país democrático.

A contenção da fúria golpista nos quartéis e em setores da sociedade é o passo mais importante a ser dado até o dia 7 de setembro. Reafirmar a democracia é também celebrar a nossa independência.

 

Please follow and like us:
Pin Share

Mais lidas

Ministra Luciana Santos destaca poder transformador de trabalhos realizados por alunos do Sesi Alagoas

25 de agosto de 2021 6:58 por Geraldo de Majella Os projetos sociais e

Entidades pedem ao MPF a paralisação imediata das obras da Linha Verde

25 de agosto de 2021 6:58 por Geraldo de Majella Um grupo de entidades

Governo anuncia concurso com 2 mil vagas para a Polícia Federal

25 de agosto de 2021 6:58 por Geraldo de Majella O ministro da Justiça

Para indenizar juíza, TJPR zera as contas de jornalista

25 de agosto de 2021 6:58 por Geraldo de Majella Por Marcelo Auler Na

Janeiro Branco: Maranhão é o estado com menos psicólogos na rede pública do Nordeste

25 de agosto de 2021 6:58 por Geraldo de Majella Por Thiago Aquino, da

Alagoas registra a abertura de mais de 36 mil empresas em 2024

25 de agosto de 2021 6:58 por Geraldo de Majella Alagoas registrou a abertura

Obesidade leva a disparada de diabetes no mundo em três décadas

25 de agosto de 2021 6:58 por Geraldo de Majella A obesidade está por

Praça dos Três Poderes recebe ato em defesa da democracia em 8 de janeiro

25 de agosto de 2021 6:58 por Geraldo de Majella Por Lucas Toth, do

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *