19 de dezembro de 2022 5:29 por Mácleim Carneiro
Certa vez, perguntaram ao Herbie Hancock (foto) por que o jazz não faz mais parte da cena pop? A resposta dele foi emblemática e um espelho da pós-modernidade oca:
“Porque não é mais a música que importa. As pessoas não querem mais saber da música em si, mas sim de quem faz a música.
O público está mais interessado nas celebridades e em como determinado artista é mais famoso do que na música.
Mudou a maneira como o público se relaciona com a música. Ele não tem mais uma ligação transcendental com a música e sua qualidade. Quer apenas o glamour.
O jazz não quer fazer parte disso. Sabe por quê? Não se trata de humildade, nem de arrogância, de uma postura ‘não queremos ser famosos, somos underground’. Nada disso.
O jazz é sobre a alma humana, não sobre a aparência. O jazz tem valores, ensina a viver o momento, trabalhar em conjunto e, especialmente, a respeitar o próximo.
Quando músicos se reúnem para tocar juntos, é preciso respeitar e entender o que o outro faz.
O jazz em particular é uma linguagem internacional que representa a liberdade, por causa de suas raízes na escravidão. O jazz faz as pessoas se sentirem bem em relação a si mesmas”.
No +, MÚSICABOAEMSUAVIDA!🎶🎶🎶