sexta-feira 4 de abril de 2025

Governo Lula chega a um ano e meio com avanços, apesar do ataque de forças obscuras

Governo é minoria nas duas casas legislativas e precisa negociar pautas a um custo muito alto
Reprodução

O governo do presidente Lula (PT) tem enfrentado bloqueios políticos no Congresso Nacional – Câmara e Senado – para aprovar projetos de interesse da maioria da população. O governo até tem aprovado alguns de seus projetos, isso é um fato. Mas, para isso, precisa arcar com custos político e orçamentário astronômicos.

Lula fez negociações políticas com partidos à esquerda e à direita dos espectros político e ideológico. No entanto, a barreira tem sido objetiva: o governo é minoria nas duas casas. As forças políticas que bloqueiam o governo incluem diversos atores e grupos com interesses variados. Entre eles, estão:

  1. Oposição no Congresso: partidos de oposição, como o Partido Liberal (PL), Progressistas (PP), Republicanos, entre outros, têm se posicionado contra muitas das propostas do governo Lula. Esses partidos possuem uma bancada considerável no Congresso e utilizam sua influência para barrar ou dificultar a aprovação de projetos do governo.
  2. Bancada Ruralista: com grande influência no Congresso, a bancada ruralista defende os interesses do agronegócio e, frequentemente, se opõe a políticas ambientais e de reforma agrária propostas pelo governo.
  3. Bancada Evangélica: esta bancada, composta por parlamentares ligados a igrejas evangélicas, frequentemente, se opõe a políticas sociais e de direitos humanos propostas pelo governo, especialmente, aquelas relacionadas a direitos LGBTQIA+ e questões de gênero.
  4. Setores Econômicos: empresários e setores do mercado financeiro que discordam da política econômica do governo, especialmente em relação a medidas de controle de preços, regulação de mercados e aumento de impostos sobre grandes fortunas, também exercem pressão política.
  5. Mídia e opinião pública: a mídia corporativa e familiar tem uma postura crítica ao governo Lula. A pauta econômica unifica os agentes do mercado financeiro que querem impor sua agenda liberal na economia, o que resultaria na desfiguração completa do governo Lula e provocaria ainda mais desigualdades sociais e concentração de renda.

Estas forças, em conjunto, criam um cenário político desafiador para o governo, exigindo negociações complexas e concessões para avançar pontualmente com a agenda política.

Lula discursa no Congresso ao tomar posse | Agência Senado

Sequestro do Banco Central

Em pouco mais de um ano e meio de governo, o Banco Central tem sido a principal trava para criar as condições necessárias para o crescimento econômico com distribuição de renda. Estar em minoria no Congresso Nacional e ter o Banco Central sequestrado pelo mercado financeiro, são os principais fatores que retardam a implementação do programa escolhido pela maioria dos brasileiros.

O crescimento da extrema-direita, que acaba engolindo a direita, no cenário local e internacional, coloca em xeque a democracia.

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