sexta-feira 4 de abril de 2025

CSA x CRB: vereadores destinam milhões a clubes de olho nos votos da torcida

O desvio de finalidade fica evidente para os analistas em contas públicas

19 de agosto de 2024 5:20 por Geraldo de Majella

Reprodução

Por Geraldo de Majella*

A Câmara de Vereadores de Maceió é a principal fonte de financiamento público do Centro Sportivo Alagoano (CSA) em 2024. O time está na 13ª posição na tabela do Brasileirão Série C.

O orçamento de 2023 contemplou o CSA com R$ 776.355,07, fruto das emendas parlamentares impositivas ou “emendas cativeiro” – uma de R$ 488.177,54 do vereador Brivaldo Marques e outra de R$ 288.177,53 da vereadora Silvânia Barbosa.

As eleições impulsionaram os vereadores a destinarem só para o CSA, no orçamento de 2024, a milionária quantia de 2.794.962,50 – um aumento de 257,4%. A relação de vereadores que destinaram dinheiro público para o CSA inclui Marcelo Palmeira (R$272.208,33); Gaby Ronalsa (R$ 786.104,17); Brivaldo Barbosa (R$ 693.325,00); Cal Moreira (R$ 943.325,00) e Fernando Holanda (R$ 100.000,00).

CRB

Em 2023, o CRB, recebeu dos vereadores 914.532,00. Os doadores foram os vereadores Joãozinho (R$ 50.000,00); Marcelo Palmeira (R$ 176.355,00); Silvânia Barbosa (R$ 488.177,55); Pastor Oliveira (R$ 150.000,00) e Teca Nelma (R$ 50.000,00).

Os valores de 2024 aumentaram 119,1% em relação a 2023. Este ano, o volume de emendas destinadas ao CRB bateu a casa de R$ 2.002.207,33. Os vereadores que destinaram emendas foram: Kelmann Vieira (R$ 400.000,00); Joãozinho (R$ 600.000,00); Pastor Oliveira (R$ 173.324,00); Silvânia Barbosa (R$ 628.883,33) e Marcelo Palmeira (R$ 200.000,00).

O clássico CSA x CRB é uma marmelada armada entre os vereadores para liberar dinheiro público sem qualquer controle e finalidade definida. Milhões estão saindo dos cofres públicos para cofres privados dos dois principais times de Alagoas.

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) poderia se posicionar como o VAR nos jogos do campeonato Brasileiro. O desvio de finalidade fica evidente para os analistas em contas públicas, mas, ao que parece, isso não é um ato suspeito para o MPAL.

“Fomentar projetos esportivos e recreativos” serve como  justificativa  na apresentação de cada “emenda cativeiro” destinada pelos vereadores aos times de futebol.

*É historiador e jornalista

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