domingo 6 de abril de 2025

Mudança da gestão JHC nos estacionamentos da orla produz insatisfação geral

Entidades representativas do trade turístico emitem nota com críticas à administração municipal

12 de dezembro de 2024 6:33 por Da Redação

Foto: Reprodução/Cada Minuto

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), do PL, proibiu o estacionamento de veículos na Avenida Sílvio Viana, na Ponta Verde. Em resposta, entidades representativas dos setores de bares e restaurantes, turismo, hotelaria, comércio, transporte, imobiliário e serviços de Maceió emitiram uma nota conjunta na manhã desta quarta-feira (11), manifestando protesto contra a decisão do prefeito.

A orla tem sido alvo frequente de intervenções que têm dificultado o trânsito. No início da gestão, ele já havia interditado uma faixa para uso exclusivo de pedestres, reduzindo as possibilidades de tráfego. Além disso, suprimiu vagas projetadas há décadas para estacionamento, incluindo espaços destinados a caminhões de carga e veículos de coleta de lixo.

A orla da Ponta Verde foi transformada em um espaço “instagramável”, onde intervenções urbanas são realizadas sem a devida análise técnica. Como resultado, houve uma piora no trânsito, aumento da insegurança para os pedestres e maiores dificuldades para os empresários da região.

Estes, por meio de suas entidades representativas, têm manifestado insatisfação com a ausência de alternativas para estacionamento, o que tem impactado negativamente diversos segmentos da economia local, como bares, restaurantes, barracas de praia, hotéis, agências de viagens, supermercados, motoristas de aplicativos, guias turísticos e outros setores que integram a cadeia econômica da região.

DMTT é incapaz de planejar o trânsito

O Departamento Municipal de Transporte e Trânsito de Maceió (DMTT) carece de capacidade técnica para planejar o trânsito da cidade. A autarquia enfrenta a falta de profissionais qualificados, incluindo a ausência de, pelo menos, um engenheiro de tráfego em seu quadro funcional. Esse profissional é essencial para o planejamento, projeção e implementação de soluções que garantam a fluidez e a segurança no trânsito, tanto para veículos quanto para pedestres, em vias urbanas e rodovias.

Maceió, com cerca de 1 milhão de habitantes, conta com uma autarquia municipal que, na prática, parece ter sido criada prioritariamente para multar condutores de veículos, tornando-se uma das principais fontes de arrecadação do município.

O espetáculo midiático promovido pelo prefeito serve para mascarar as inúmeras deficiências e a falta de capacidade da sua gestão no que se refere ao planejamento urbano.

Leia a nota, na íntegra:

As entidades representativas dos setores de bares e restaurantes, turismo, hotelaria, comércio, transporte, imobiliário e serviços de Maceió vêm a público manifestar sua insatisfação com a decisão da Prefeitura de Maceió de proibir o estacionamento de veículos no canteiro central da Avenida Silvio Carlos Viana, na Ponta Verde, durante o mês de dezembro.

Embora reconheçamos a importância de medidas que promovam melhorias no fluxo de trânsito e na segurança viária, essa decisão acarreta impactos negativos significativos para as empresas e trabalhadores que atuam na região. A Ponta Verde é uma área estratégica para o turismo e o comércio da capital alagoana, concentrando diversos estabelecimentos que dependem do acesso facilitado para receber turistas, moradores e consumidores.

A falta de alternativas para estacionamento prejudica bares, restaurantes, barracas de praia, hotéis, agências de viagens, supermercados, motoristas de aplicativos, guias turísticos e outros setores que compõem a cadeia econômica local. Essa medida inviabiliza operações logísticas essenciais, como carga e descarga, dificulta o embarque e desembarque de hóspedes e clientes e reduz o fluxo de visitantes, comprometendo diretamente o faturamento das empresas, a geração de empregos e a renda de centenas de famílias que dependem dessas atividades.

Além disso, o redirecionamento do tráfego para ruas adjacentes intensificará congestionamentos e aumentará os riscos de acidentes, agravando ainda mais os problemas de mobilidade na região e impactando a experiência turística em um dos destinos mais procurados do estado.

As entidades signatárias apelam para que a Prefeitura reavalie a decisão e promova o diálogo com os setores envolvidos, buscando soluções alternativas que conciliem a mobilidade urbana com a preservação da atividade econômica e turística da Ponta Verde. A criação de estacionamentos alternativos ou o uso parcial do canteiro central são algumas das medidas que poderiam mitigar os prejuízos e garantir o equilíbrio entre os interesses da população, turistas e empresários locais.

Confiamos que o bom senso prevalecerá e que o poder público trabalhará de forma conjunta com as entidades representativas para minimizar os impactos negativos dessa medida.

Maceió, 11 de dezembro de 2024.

Entidades que assinam a nota:

Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Alagoas (Abrasel/AL), Associação das Barracas de Praia de Maceió (Abom), Associação dos Motoristas por Aplicativos de Alagoas (Ampaeal), Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Alagoas (Sindhal), Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH/AL), Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi/AL), Associação Brasileira de Agências de Viagens de Alagoas (Abav/AL), Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA), Maceió Convention & Visitors Bureau (MCVB), Sindicato dos Guias de Turismo de Alagoas (Singtur-AL), Associação Comercial de Maceió, Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio), Associação da Feirinha de Artesanato da Pajuçara (AFAP) e Associação do Comércio Atacadista e distribuidor do Estado de Alagoas (Acadeal).

 

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