sábado 5 de abril de 2025

Primeiro mandato de JHC foi marcado por desprezo às políticas ambientais

Em 2023, orçamento mensal da área era de apenas R$ 16,6 mil mensais
Foto: Divulgação

Uma análise dos orçamentos municipais aprovados na primeira gestão do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), do Partido Liberal (PL), revela quais áreas são prioridades e quais são desprezadas pelo prefeito reeleito. Uma das políticas que sofreram cortes significativos durante o período foi a gestão ambiental.

A questão climática é um dos maiores desafios globais da atualidade, exigindo ações imediatas e efetivas para mitigar os impactos das mudanças no clima. Fenômenos como enchentes, secas e aumento da temperatura afetam, diretamente, a população e os ecossistemas, especialmente em cidades como Maceió, que enfrentam fragilidades estruturais e sociais.

A falta de investimentos adequados em gestão ambiental agrava a vulnerabilidade local, dificultando a implementação de políticas preventivas e de adaptação, fundamentais para enfrentar essa crise.

Valores simbólicos

Em 2022, foram destinados R$ 444.500,00 para a gestão ambiental, o que equivale a R$ 37.041,66 por mês. Esse valor limitado refletiu a falta de atenção às demandas ambientais em um município com graves problemas relacionados à degradação ambiental e à necessidade de preservação dos recursos naturais.

Em 2023, houve um corte drástico no orçamento destinado à área ambiental, que já era figurativo. Apenas R$ 200.000,00 foram aprovados, correspondendo a R$ 16.666,66 mensais. Esse corte evidenciou, ainda mais, a baixa prioridade atribuída à gestão ambiental, deixando a cidade desamparada em termos de políticas públicas para o setor.

No entanto, em 2024, ano eleitoral, o orçamento destinado à gestão ambiental foi elevado para R$ 480.000,00. Apesar de nominalmente representar um aumento de R$ 35.500,00 em relação a 2022 e de R$ 280.000,00 em comparação com o orçamento de 2023, o valor ainda é insuficiente para enfrentar os desafios ambientais de Maceió.

A elevação orçamentária, coincidente com o ano eleitoral, também levanta questionamentos sobre o real compromisso da gestão com a área ambiental ou se o aumento foi motivado por interesses eleitorais.

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