17 de fevereiro de 2025 5:40 por Da Redação

Desde a posse do prefeito João Henrique Caldas, o JHC, em 2021, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Maceió enfrenta uma crise sem precedentes. A instabilidade administrativa é um dos sintomas mais evidentes dessa situação, refletida na passagem de cinco secretários diferentes em apenas quatro anos. O resultado tem sido um agravamento dos problemas estruturais e operacionais da rede municipal de ensino, afetando diretamente milhares de estudantes e suas famílias.
O colapso da infraestrutura e dos serviços
A gestão municipal tem falhado na garantia de condições básicas para a Educação. A falta de transporte escolar é um dos problemas mais graves. Com o fim do contrato com a empresa Localine, estudantes, especialmente de bairros periféricos, têm encontrado dificuldades para frequentar as aulas. A descontinuidade do serviço gera evasão escolar e prejudica o direito básico à educação.
A carência de auxiliares de sala para atender estudantes com deficiência. Crianças cadeirantes, autistas ou com deficiências físicas e intelectuais precisam desse suporte para sua inclusão plena no ambiente escolar. A ausência desses profissionais compromete o aprendizado, aumenta a sobrecarga de professores e nega o direito à educação inclusiva.
Privatização e déficit de Vagas
A solução adotada pela prefeitura para a educação infantil tem sido a privatização das creches por meio de parcerias com Organizações Não Governamentais (ONGs). Essa medida transfere a responsabilidade do ensino infantil para entidades privadas, reduzindo o papel do Município na educação pública. A falta de vagas nas creches municipais continua sendo um problema crônico, forçando famílias de baixa renda a buscarem soluções precárias ou a desistirem do acesso à educação infantil.
O custo das novas creches também levanta questionamentos. As construções têm valores exorbitantes, sem que haja transparência adequada sobre os contratos e os investimentos. Em um contexto de crise, o alto custo das obras contrasta com a escassez de recursos para soluções emergenciais, como a contratação de auxiliares e a manutenção do transporte escolar.
Impactos e necessidade de mudança
A crise na Educação de Maceió não é apenas um reflexo de uma gestão ineficiente, mas, também, uma afronta ao direito fundamental de milhares de estudantes. O abandono da Educação municipal compromete o futuro de crianças e adolescentes, acentuando desigualdades sociais e impedindo o desenvolvimento pleno da cidade.
Para reverter esse cenário, é urgente que a prefeitura tome medidas concretas para restabelecer a estabilidade da gestão educacional. É necessário garantir a continuidade do transporte escolar, contratar auxiliares para estudantes com deficiência, ampliar as vagas em creches sem recorrer à privatização indiscriminada e assegurar transparência nos gastos com construção de unidades de ensino.
A Educação é um direito fundamental e deve ser tratada como prioridade absoluta. Enquanto a gestão municipal continuar negligenciando essa área, os impactos serão sentidos por toda a sociedade maceioense, perpetuando um ciclo de desigualdade e exclusão social.
A população de Maceió precisa cobrar mudanças e exigir que o governo municipal cumpra seu papel na garantia de uma educação pública de qualidade, acessível e inclusiva para todos.
2 Comentários
Esse prefeito não valoriza a educação e desrespeita a classe de professores. Desde que ele entrou que os professores estão sendo sobrecarregados com trabalhos burocráticos desnecessários,enquanto o salário tem aumentos insignificantes. Esse prefeito é uma vergonha para a educação.
Creio que, também, o mais agravante são as condições das salas de aula,desde o ano passado taparam todas as janelas para instalar o ar condicionado e até a data d hoje os ar condicionados não estão funcionando. Aqui na escola Pedro Suruagy, a situação é essa: alunos e professores passando mal. Apenas um ou dois ventiladores funcionando. Terrível.