20 de fevereiro de 2025 11:57 por Da Redação

A educação pública municipal de Maceió está em colapso. O prefeito João Henrique Caldas (JHC), em seu primeiro e agora no segundo mandato, trata a rede de ensino com um descaso criminoso.
Escolas sucateadas, salas de aula que mais parecem fornos sob um calor insuportável, infestadas de insetos, sem ventilação adequada, sem infraestrutura mínima para garantir um ambiente digno para as crianças e para os trabalhadores da educação.
A situação é tão grave que algumas unidades sequer têm acesso a água potável. Água, o básico do básico, essencial para consumo, preparo de alimentos e higienização dos banheiros, simplesmente não chega para muitos alunos. Esse nível de negligência não é um simples problema de gestão, é desumanidade.
O prefeito, no entanto, vende uma imagem falsa nas redes sociais. Seus vídeos e postagens pintam uma Maceió fictícia, onde a educação municipal avança, onde as escolas estão modernizadas e os alunos bem assistidos. Mas a realidade, que os trabalhadores e trabalhadoras conhecem bem, é de abandono.
E enquanto os filhos da elite estudam em escolas particulares de alto padrão, com ar-condicionado, salas bem equipadas e alimentação balanceada, os filhos dos trabalhadores são deixados à própria sorte. Agora, até o transporte escolar foi cortado, dificultando ainda mais o acesso dessas crianças ao direito básico de aprender.
A educação pública de Maceió não está apenas esquecida, está sendo destruída pelas mãos de um prefeito que governa para poucos. JHC, ao virar as costas para as crianças pobres, mostra seu verdadeiro projeto de cidade: uma Maceió onde apenas os privilegiados têm direitos, e o restante que sobreviva como puder.
Enquanto a prefeitura investe em propaganda enganosa, a realidade é de escolas sucateadas e ensino de baixa qualidade. Se houvesse compromisso com a educação, os recursos seriam destinados à valorização dos professores e à reestruturação das unidades de ensino. Mas o projeto de JHC parece ser outro: garantir uma cidade onde só os mais ricos tenham acesso a uma educação digna, aprofundando ainda mais a desigualdade social.